A Espanha desligou o melhor time da Copa
A vitória por 2 a 0 não veio do talento ofensivo espanhol, mas da engenharia que impediu Mbappé, Dembélé, Olise e Barcola de sequer tocarem na bola em condições de decidir
Newsletter Meiocampo #179 — 15 de julho de 2026
A Espanha não apenas venceu a semifinal — desmontou seu adversário. E a diferença entre essas duas frases é o fio que conecta a edição de hoje: explicamos como a Espanha isolou o melhor ataque da Copa do resto do time, peça por peça, desde os primeiros minutos, mostramos por que o domínio espanhol tem nome e sobrenome — o volante que voltou de uma temporada quase perdida para virar, de novo, o termômetro que organiza tudo — e fechamos com uma eliminação francesa que não cabe na explicação fácil de sempre, porque dessa vez não foi conservadorismo nem medo, foi o oposto, e ainda assim não foi suficiente.
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Espanha desmontou o meio-campo francês para vencer a melhor equipe da Copa
Por Felipe Lobo
A França chegou à semifinal como a melhor equipe do torneio e saiu dela parecendo um time comum. Não foi acaso, nem um dia ruim: foi tudo dentro do plano executado pelo adversário. A Espanha não venceu a França por ter um ataque superior — teve, aliás, um ataque apenas suficiente no dia. Venceu porque isolou o meio-campo francês do próprio ataque, e sem essa ligação, nem Mbappé, nem Dembélé, nem Olise, nem Barcola tocaram na bola em condições de decidir qualquer coisa.





