Newsletter Meiocampo #198 — 11 de setembro de 2026
A ferida aberta pela eliminação para a Noruega na Copa nem fechou e já vamos falar de Seleção novamente. A convocação trouxe novidades, tenta resolver os problemas do time e suscita uma nova discussão sobre algo muito falado: o que faremos com a camisa 10? E o que queremos dela? No meio disso, tem uma renovação clara que já acontece nessa primeira lista de Carlo Ancelotti e discutimos tudo isso no texto abaixo. Ainda passamos pelos principais acontecimentos da semana, como a primeira rodada da Champions League.
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A renovação começou, mas falta decidir sobre a camisa 10
Por Felipe Lobo
A convocação de Ancelotti trouxe oito estreantes, reduziu a idade média do grupo e varreu nomes que já pertenciam ao passado — a renovação começou. Falta decidir uma coisa que não é só dele: o camisa 10 que a seleção carrega como dívida desde Kaká e passou por Neymar pode até já estar na lista, em Raphinha, Estêvão ou Rodrygo. A dúvida não é mais de talento. É se alguém vai usá-lo nessa função — e se a base vai continuar formando outros.
Excelentes novos nomes no gol
O gol teve uma renovação completa. Hugo Souza ganha a chance e, aos 27 anos, parece a opção mais pronta, com tudo para ser titular. Os demais são jogadores em clara ascensão: Pedro Morisco, 22 anos, do Coritiba; e Otávio, do Cruzeiro, 20 anos, um talento cuja convocação já era esperada. Aqui a renovação foi completa.
Defesa com renovação, mas faltou um nome
Na defesa, Ancelotti manteve dois pilares. Marquinhos, líder e capitão, segue no time aos 32 anos, assim como Gabriel Magalhães, 28. Hoje, são dois dos melhores zagueiros brasileiros em atividade. Há uma sensação de que Marquinhos poderia ganhar uma folga para testar outros jogadores, mas tecnicamente ele está em alta, capitão do atual bicampeão europeu, indicado à Bola de Ouro. É compreensível que ele seja parte da espinha dorsal do time.
Entre os reservas, uma das melhores novidades é Arthur Dias, 19 anos, do Athletico Paranaense — zagueiro canhoto, de excelente qualidade técnica, com passagem nas seleções de base. Vitor Reis está no Manchester City aos 20 anos, ainda reserva, mas de alta projeção.
Jair, 21 anos, e Murillo, 24, se tornaram titulares fixos do trio de zaga que Oliver Glasner monta no Nottingham Forest — o mesmo esquema que o técnico já usou no Crystal Palace. É uma dupla de zagueiros brasileiros titulares numa equipe consolidada da Premier League, o que torna a ausência de Murillo na seleção nos últimos anos ainda mais difícil de entender.
Nas laterais, Ancelotti foi conservador. Manteve Douglas Santos, 32 anos, bem avaliado na Copa, mas ainda assim uma posição carente de renovação. Era o momento de testar outros nomes ao lado dele, não só atrás dele.
Ancelotti fez isso no outro lado do campo: Mauro Júnior, do PSV, 27 anos, atua há muito tempo no clube e teve passagens importantes na base. Meia e ponta de origem, se converteu em lateral competente e ofensivo.
O nome que poderia ter sido chamado no lugar de Douglas Santos é Kaiki, do Como, ex-Cruzeiro, 23 anos. Já foi convocado uma vez para a seleção e tem projeção, mesmo que ainda esteja em adaptação no clube italiano e tenha jogado muito pouco.
Na lateral direita, Wesley, 23 anos, provavelmente seria titular na Copa do Mundo se não fosse cortado por lesão. Por isso, sua volta é esperada, mesmo que na Roma ele atue pela esquerda. A outra opção é Matheuzinho, do Corinthians, 26 anos — líder em estatísticas defensivas entre laterais da Série A neste ano e um dos principais em assistências no clube, o que sustenta bem a convocação.
Ainda gostaria de ver mais Yan Couto, 24 anos, formado no Coritiba, com passagem por Girona e Borussia Dortmund e hoje emprestado ao Como. Já fez alguns jogos pela seleção, convocado inicialmente por Fernando Diniz e depois por Dorival Júnior. Não teve mais chance depois da Copa América de 2024, quando virou notícia por pintar o cabelo de rosa — uma polêmica sem sentido. Pode e deve estar no ciclo.
Meio-campo com boas novidades — e mais ausências
O meio-campo trouxe duas novidades bem-vindas. A principal é Breno Bidon, do Corinthians, 21 anos: organizador de jogo, dá ritmo e já mostrou potencial de alto nível. A outra é Gabriel Bontempo, também 21, do Santos — outro capaz de armar jogadas e impor ritmo à equipe.
Os demais nomes já são conhecidos. Bruno Guimarães segue titular do setor aos 28 anos, no auge da carreira. Danilo Santos, do Botafogo, 25 anos, foi reserva na Copa e agora briga pela posição de titular.
Dois nomes conhecidos da seleção voltam à lista. Andrey Santos, 22 anos, do Manchester United, tem potencial para substituir Casemiro, que encerrou seu ciclo. Na estreia pelo United, a BBC descreveu Andrey como “mais ágil que o compatriota, mas interpretar o jogo com a mesma inteligência é outra questão” — natural para alguém dessa idade.
O outro é Douglas Luiz, 28 anos, hoje na Juventus. Depois de dois empréstimos que não deram certo — Nottingham Forest e, na sequência, um retorno ao Aston Villa —, ele começou a temporada como titular na volta a Turim sob Luciano Spalletti, formando dupla de destaque com Manuel Locatelli no meio da Juventus e liderando o time em finalizações. É um jogador que pode ajudar num setor que o próprio técnico já identificou como carente.
Apesar dos pontos positivos, há ausências importantes. Matheus Martinelli, do Fluminense, é o nome que mais salta aos olhos por ter ficado de fora: ajuda a dar cadência, tem qualidade técnica e saída de jogo — exatamente o tipo de jogador que falta no setor.
João Gomes também poderia estar na lista. Aos 25 anos, trocou o rebaixado Wolverhampton pelo Aston Villa. Começou a temporada com uma expulsão que o prejudicou na Premier League, mas fez bom jogo na Champions League. Pode atuar em qualquer posição do meio-campo e é candidato a suceder Casemiro ao lado de Bruno Guimarães.
O outro nome fora da lista, de forma compreensível neste caso, é André, 25 anos. Ele optou por ficar no Wolverhampton, renovou contrato até 2030 e assumiu o compromisso de levar o clube de volta à Premier League — uma aposta de carreira, não um acidente de percurso, e que o deixa fora do radar por um ano na segunda divisão inglesa. Vale monitorar.
A criação é o lugar dos craques
O setor ofensivo é onde mora um problema antigo: a criação de jogadas. O Brasil tem excelentes nomes de ataque, sobretudo nas pontas. A base foi mantida, comandada por Vinícius Júnior, 26 anos, hoje o principal jogador do time — e já era assim na Copa do Mundo.
Outro nome mantido da Copa é Raphinha. O atacante do Barcelona começou a temporada como artilheiro: são oito gols em cinco jogos. Não é acaso — o técnico Hansi Flick vem escalando o camisa 11 como falso nove desde a saída de Robert Lewandowski, e o clube reforçou essa aposta ao vender Ferran Torres ao PSG nesta janela (que, para ironia do Barcelona, fez hat-trick na estreia pela Champions League) e contratar Gabriel Jesus, do Arsenal, como opção mais convencional de centroavante para o resto da temporada. Neste momento, não há como deixar Raphinha fora da lista, apesar de uma desconfiança até justificada: ele se machucou no segundo jogo da Copa, quando fazia boa partida, e isso fez falta ao time.
Além dos dois, Rayan, 20 anos, do Bournemouth, segue na lista — natural, depois da boa Copa do Mundo que fez, com tudo para ser peça importante do ciclo. O mesmo vale para Endrick, também 20, reserva no Real Madrid, mas com margem grande para ser titular e destaque do time.
Há dois nomes do Flamengo que provocam leituras opostas. Samuel Lino, 26 anos, vive a melhor temporada da carreira e lidera as assistências do Brasileirão — mas ocupa a posição mais disputada do elenco, a ponta, onde a seleção tem fila. Daria para defender, com o mesmo direito, um nome como Alisson Santos, do Napoli, em ascensão desde a temporada passada na Itália.
Pedro é outro caso, e mais complicado. Aos 29 anos, segue artilheiro do Brasileirão nesta temporada, mas nunca se firmou no alto nível internacional: passou pela Fiorentina sem sucesso e só voltou a produzir no retorno ao Flamengo. É seguidamente questionado por sua condição física para o jogo de maior exigência — jogou a Copa de 2022, entrou contra a Croácia nas quartas de final, e foi dele o primeiro erro da sequência que terminou no gol de empate croata, um passe antecipado para Fred que puxou a jogada fatal.
Diante de concorrentes como Endrick e João Pedro, é difícil enxergar espaço real para ele no ciclo, e a convocação soa mais como aceno à torcida do que aposta técnica. Ainda assim, há lógica em testá-lo: a melhor forma de saber se um jogador aguenta esse nível é colocá-lo para jogar. Se corresponder, vira opção; se confirmar a dúvida, ao menos fica claro para todos, inclusive para ele.
Chegar à Copa do Mundo aos 33 anos, ou à Copa América aos 31, parece difícil com a concorrência que tem pela frente — mas ele oferece uma característica diferente dos demais, e por isso vale testá-lo agora.
Há nomes que retornam, e o principal deles é João Pedro, 24 anos. Foi eleito o melhor jogador do Chelsea na temporada passada e assumiu a camisa 9 nesta. Ficou fora da Copa pela inclusão de Neymar no elenco. É nome forte para ser referência do ataque.
O outro é Estêvão, 19 anos, do Chelsea. Mesmo não sendo titular do time inglês agora — que investiu € 130 milhões em Morgan Rogers, um camisa 10 num elenco que já tinha Cole Palmer —, Estêvão é o maior candidato a assumir a camisa 10 não só no número, mas na função.
Desde a base, é usado como meia ofensivo; só no profissional foi deslocado para a ponta. Atuar como armador é um desejo próprio, inclusive citado como motivo para aceitar a proposta do Chelsea — algo que não se confirmou até aqui, porque o cenário no clube mudou.
Rodrygo ainda se recupera da lesão que o tirou da Copa, mas é outro candidato a assumir a camisa 10 e a função de criador — já atuou assim na base e no profissional. Aos 25 anos, é um dos jogadores mais talentosos da geração, e sua flexibilidade para jogar em qualquer posição do ataque às vezes o prejudica, porque é sempre ele quem se adapta para que os outros brilhem. Este é o ciclo em que precisa assumir o protagonismo que parece ter condição de ter.
Em busca do Santo Graal
A convocação de Ancelotti ataca os principais problemas que a seleção teve nos últimos anos e que culminaram na Copa: a falta de bons laterais, a média de idade alta, um meio-campo carente de controle de jogo. Mesmo com a discussão sobre alguns nomes — uns por estarem na lista, outros por não estarem —, o que fica claro é que o Brasil não carece de talento para a função de criador de jogadas. Carece de decidir usá-lo, e de parar de podá-lo lá atrás, na formação.
Raphinha, que já atuou de camisa 10 na seleção na ausência de Neymar e já jogou como meia ofensivo, é uma das alternativas para ocupar essa função. Estêvão é outra. Rodrygo, mais adiante, pode ser mais uma. Mas é preciso pensar no que queremos desse tipo de jogador, porque ele não está ganhando espaço nos nossos times — e dois exemplos ilustram isso.
O primeiro é Pedro Ferreira, destaque do sub-20 do São Paulo na Copinha, que subiu ao profissional e mal teve chances. Matéria do GE apontou que a comissão técnica avalia falta de competitividade sem bola, além de um porte físico considerado franzino demais. Tem 19 anos, e parece que só os mais altos e fortes ganham espaço.
No sub-17 do Corinthians, Lucca Caramico é camisa 10 das seleções de base e artilheiro da categoria, com participação constante no ataque. Como acontece com outros jogadores desse perfil, é considerado franzino demais, mesmo extremamente jovem — e já se discute adaptá-lo para volante.
São só dois exemplos, mas talvez o problema não esteja apenas na formação, e sim na transição desses jogadores para as categorias de cima. Pelos critérios que usamos nos nossos times, Lionel Messi seria considerado franzino demais. Os que sobrevivem a esse filtro são talentos excepcionais desde muito cedo, como o próprio Estêvão, ou Endrick, que sempre se destacou por ser fisicamente forte, mesmo jovem.
Talvez o Brasil ainda forme meias — o que não forma é gente capacitada para desenvolver esses talentos e protegê-los de serem empurrados para as pontas ou convertidos em volantes.
Desde Kaká, o Brasil teve Neymar, que surgiu como ponta e se converteu em camisa 10, mas não conseguiu abrir espaço para muitos outros. Não dá para se limitar a olhar como os jogadores atuam nos clubes — é preciso olhar para o talento e a projeção deles.
Assim como Wesley joga pela esquerda na Roma e pode ser lateral direito no Brasil sem problema nenhum, Estêvão e Rodrygo podem atuar como pontas em seus clubes e ainda assim serem camisas 10 na seleção.
Falta que clubes e comissões técnicas de base parem de podar esse tipo de jogador antes de saber no que ele pode se tornar. O que sobra disso — usar ou não um camisa 10 puro — é uma decisão de Ancelotti, não um problema dele.
PODCAST MEIOCAMPO #261
A seleção brasileira teve a sua primeira convocação após a Copa. Que nomes chamam mais a atenção? Tivemos renovação? O que faltou e o que sobrou na lista de Carlo Ancelotti? E ainda teve a primeira rodada da Champions League, com favoritos se impondo. Analisamos os principais jogos.
Giro
Por Bruno Bonsanti
- Yan-Bisseck deu um grande contribuição à causa madrilenha em um jogo que começou difícil para os donos da casa. A Internazionale dominou os minutos que antecederam o gol de Kylian Mbappé. Federico Valverde ampliou o placar, agora com falha de Josep Martínez, que fez boas defesas no restante da partida embora não seja o goleiro mais incontestável dos grandes da Europa. Apesar dos erros individuais, os dois gols saíram de pressão alta, uma característica rara nos times de Carlo Ancelotti. Talvez vejamos mais disso com José Mourinho. A Inter teve as suas oportunidades, mas a defesa segue consistente. O Real poderia, e deveria, ter marcado mais gols com Jude Bellingham, que desperdiçou duas chances inacreditáveis.
- O Porto segurou bem o Manchester City. O que parece que será mais fácil nesta temporada. Mesmo com apenas cinco chutes, levou certo perigo. Poderia ter marcado e talvez saído com um resultado melhor. Mas é realmente difícil quando tudo que o time adversário precisa fazer é jogar a bola para o alto porque Erling Haaland a colocará para dentro. O Brasil sabe bem disso. O que preocupa é que possamos estar caminhando para um excesso de dependência em um City menos sofisticado taticamente. São sete gols nos últimos três jogos. Cinco de Haaland.
- Quantos centroavantes foram melhores que Serhou Guirassy nos últimos anos? O jogador do Borussia Dortmund guardou mais um no segundo tempo eletrizante da vitória alemã sobre o Villarreal. É o seu quarto gol em três partidas desde a Supercopa da Alemanha. Ele também fez dois nas duas primeiras rodadas da Bundesliga. Guirassy é muito confiável. Marcou 22 e 38 vezes em suas duas temporadas de amarelo, depois de explodir com 30 (28 na Bundesliga) pelo Stuttgart. Infelizmente, a tragédia grega continua. Depois de Giannis Konstantelias sofrer uma lesão de ligamento no joelho, Konstantinos Karetsas teve que deixar a partida por “problemas circulatórios”, segundo o clube, e foi internado.
- Raphinha está voando como centroavante do Barcelona. O primeiro gol foi para desafiar a impressão de que seus números se devem exclusivamente, ou em grande parte, às bolas que recebe em velocidade por causa do sistema de Hansi Flick. Mas o segundo foi exatamente assim. O cabra marcou em todos os jogos da temporada, um total de oito em cinco partidas, e nem está em sua posição natural. O potencial ofensivo que o Barcelona exibiu até agora (22 gols em todas as competições) é inacreditável. Como você marca um time se Karim Adeyemi, talvez o último atacante que a gente lembra que está no Barcelona, consegue colocar a bola para o lado e acertar o ângulo de fora da área?
- Eu tenho destacado Martin Odegaard todas as vezes que falo sobre o Arsenal. É um pouco inevitável. Ele tem sido a principal novidade no campeão inglês. Marcou novamente para garantir a vitória sobre o Napoli, seu quarto gol em cinco jogos, e pela primeira vez na temporada completou os 90 minutos. Ao deixar Bukayo Saka na cara do goleiro e criar a chance que terminou com o gol perdido por Piero Hincapié, demonstrou didaticamente como melhora a criação do Arsenal com bola rolando. Era o principal ponto de atenção para esta temporada: como o time de Mikel Arteta reagiria sem o peso do jejum e com novas regras para bola parada? Está reagindo muito bem, obrigado.
- Nem amei e nem odiei a contratação de Ronald Araújo. Era um empréstimo de baixo risco para preencher uma necessidade, duas na verdade, com um jogador experiente e talentoso que estava em baixa. Por enquanto, tem funcionado. Ele ganhou a posição na lateral direita nas últimas duas partidas e conseguiu dar um pouco mais de equilíbrio para a linha defensiva do Liverpool, até agora péssima marcando em contra-ataques. Ainda deu um bonito passe de calcanhar para Szoboszlai empatar a partida contra o Atlético de Madrid. Bradley Barcola, Florian Wirtz e Alexander Isak, o trio de € 400 milhões, foram titulares juntos pela primeira vez. Ainda não clicou, mas o Liverpool venceu.
- O terceiro dia de jogos foi menos palpitante. Os gigantes que entraram em campo tiveram confrontos teoricamente desequilibrados. O Bayern de Munique respeitou o Bodo/Glimt do jeito que o Bayern de Munique respeita seus adversários: foi com força máxima e amassou. O engraçado é que todos os gols da vitória por 5 a 0 saíram no segundo tempo. Legal ver belos tentos de Jamal Musiala e Alphonso Davies, dois jogadores que sofreram com lesões recentemente. O mais bonito, porém, foi de Michael Olise. Pode entregar a Bola de Ouro? Nenhuma vitória tem sido automática para o Manchester United, mas contra o Sabah, do Azerbaijão, não havia outro resultado possível.
- O episódio mais inusitado do dia foi em Fenerbahçe x Roma. Os dois times empataram um jogo divertido em Istambul. Depois do apito final, o técnico Ismail Kartal, que pelo que eu vi na Wikipedia é mais ou menos o Candinho do Fenerbahçe, pediu demissão na entrevista coletiva. O presidente do Fenerbahçe tentou colocar panos quentes. Disse que Kartal foi acertado na cabeça por uma garrafa atirada pelos torcedores e que estava reclamando de estar sob pressão. Indicou que ele continuaria no cargo. No entanto, ele não compareceu ao treino desta sexta-feira e teria desligado o celular, segundo o site Turkish Football. Dirk Kuyt, membro da comissão técnica, deve assumir a equipe interinamente na partida contra o Gaziantep na segunda-feira.
- Em uma rodada de poucas surpresas, o resultado mais chamativo foi provavelmente a goleada do Como sobre o RB Leipzig. Um estreante na competição batendo um dos melhores times da Alemanha com folgas. As estatísticas não sugerem um amasso tão grande. Um dos gols dos italianos saiu de um erro da defesa, e os outros, de uma incapacidade vergonhosa do Leipzig em marcar contra-ataques. Houve mais duas falhas individuais que poderiam ter ampliado a vitória dos donos da casa. De qualquer maneira, foi um resultado enorme para o time de Cesc Fàbregas, que continua sendo uma das principais histórias da Europa.
NA EDIÇÃO ANTERIOR DA NEWSLETTER…
A rodada do fim de semana teve muitos jogos emocionantes na Itália, com a Serie A chamando a atenção por gols no final, viradas e muita emoção. Parafraseando uma banda brasileira famosa, foi a melhor liga de todos os tempos da última semana. Foi o assunto da nossa edição anterior da newsletter.
Bom fim de semana!







Acho que o Allan, que foi vendido recentemente pelo Palmeiras ao Manchester City tb mereceria ser observado... assim como Andreas Pereira.