Argentina jogou como Libertadores e venceu com o coração
Como a Argentina transformou a semifinal da Copa em um jogo de Libertadores para superar a Inglaterra
Newsletter Meiocampo #180 — 16 de julho de 2026
A Argentina não ganhou da Inglaterra por sorte, nem por acidente nos acréscimos. Ganhou porque jogou a semifinal como se fosse uma Libertadores — dura, física, decidida no detalhe — e ainda assim foi tecnicamente superior quando o jogo pediu, principalmente nos quinze minutos finais. É esse jogo que abre a edição de hoje: como o time de Scaloni transformou pressão em gol duas vezes em sete minutos e virou o que parecia perdido. Na sequência, o momento pessoal de Lautaro Martínez, que esperava esse gol desde a Copa que terminou sem nenhum para ele. E uma leitura à parte sobre o erro tático que custou caro a Thomas Tuchel — ele recuou demais, cedo demais, e a Argentina sentiu o cheiro de sangue.
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Argentina fez um jogo de Libertadores e teve coração para uma virada nos acréscimos
Por Felipe Lobo
A Argentina vai a mais uma final de Copa do Mundo, a segunda consecutiva, depois de uma batalha e de uma virada que ficará marcada contra a Inglaterra na semifinal. Os atuais campeões vão defender o título diante da campeã europeia, Espanha, que venceu de forma categórica a França.
Diante do adversário mais forte que teve, a seleção de Lionel Scaloni mostrou capacidade de competir, fez do jogo uma batalha e, quando precisou jogar bola, foi para cima para conseguir uma virada que será lembrada por muito tempo. Os 2 a 1 em Atlanta ficarão marcados na história desses jogadores e da seleção argentina.
Era esperado que o confronto com os ingleses fosse muito disputado, e foi: os albicelestes dividiram todas as bolas, fizeram um jogo de muitos embates físicos e pouco espaço. Não por acaso o primeiro tempo não teve nenhuma chance clara de gol e terminou com um xG de 0,05 para a Inglaterra e 0,03 para a Argentina, três finalizações no total e 19 faltas (12 da Argentina, 7 da Inglaterra). Era um jogo de Libertadores daqueles.





