Brasil sofreu a consequência do risco que Ancelotti assumiu com Neymar
Ancelotti apostou em ter Neymar, o time se desmontou e deu adeus à Copa. A Inglaterra fez o que nunca fez: aguentar a pressão em um pulsante Azteca
Newsletter Meiocampo #173 — 5 de julho de 2026
O Brasil está fora da Copa. De novo. Não é campeão desde 2002, e desta vez a eliminação chegou mais cedo do que em qualquer edição desde 1990: nas oitavas de final. Ancelotti apostou em colocar Neymar dentro de um time que não tinha espaço tático para ele — e descobriu que dá para gerenciar pressão, mas não dá para gerenciar Erling Haaland. A Noruega, de volta a uma Copa do Mundo depois de 28 anos de ausência, chegou pela primeira vez na sua história às quartas de final, com o norueguês fazendo o que faz de melhor: esperar, e golpear duas vezes. Para o Brasil, agora só em 2030. A Inglaterra fez o oposto do que sua própria história manda: sobreviveu a um jogador a menos, a 11 minutos de acréscimo e aos próprios fantasmas num Azteca pulsante contra o México, chegando às quartas pela segunda vez em três Copas seguidas — coisa rara na sua trajetória.
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Brasil sofreu a consequência do risco que Ancelotti assumiu com Neymar
Por Felipe Lobo
O Brasil tinha duas escritas para vencer contra a Noruega nas oitavas de final da Copa. Uma era não vencer adversários europeus no mata-mata desde 2002, quando conquistou o título contra a Alemanha. A segunda era nunca ter vencido a Noruega. Não conseguiu quebrar nenhuma delas.
Perdeu por 2 a 1 em um jogo que criou muitas chances, desperdiçou todas, incluindo um pênalti. A Noruega, confortável, aproveitou as chances que teve e sai com uma vitória histórica. A maior da história do país no futebol.
O primeiro tempo não deu a impressão que o jogo acabaria como terminou. O que vimos foi o Brasil ter menos a bola, mas ser muito mais perigoso. Inclusive teve um pênalti a seu favor, logo aos 12 minutos de jogo. Bruno Guimarães desperdiçou com uma cobrança péssima.





