Como não construir uma liga: o erro da Arábia Saudita
Insatisfação de estrelas como Benzema e Cristiano Ronaldo mostram as rachaduras de um projeto de liga que esbarra em problemas criados pelos próprios sauditas
Newsletter Meiocampo #114 — 3 de fevereiro de 2026
O futebol saudita vive uma pequena crise, com algumas das suas estrelas em greve por diferentes motivos. Benzema ficou insatisfeito no Al-Ittihad e trocou de clube para o Al-Hilal, o que foi mais um motivo para deixar Cristiano Ronaldo insatisfeito no Al-Nassr ao acusar o PIF de favorecer o time azul. Os sauditas estão mostrando como não construir uma liga com o seu modelo de gestão. E ainda tem um giro pelo mercado. Boa leitura!
Vale lembrar: as edições de terça-feira e eventuais extras são exclusivas para assinantes. Às sextas-feiras, continua o conteúdo gratuito aberto ao público. Sugestões, críticas, elogios, quer só mandar um abraço: contato@meiocampo.net.
Como não construir uma liga
Por Bruno Bonsanti
O mercado de janeiro fechou no futebol europeu. Sem grandes movimentações. É difícil: se os ingleses decidem não gastar, por qualquer motivo que seja, menos dinheiro escorre para as outras ligas. As principais histórias acabaram sendo negócios que não aconteceram. O Arsenal explorou reforços para o meio-campo, mas não trouxe ninguém. Jean-Philippe Mateta falhou nos exames médicos e perdeu a chance de jogar no Milan.
A transferência mais badalada provavelmente aconteceu na Arábia Saudita, onde Karim Benzema trocou o Al-Ittihad, sexto colocado, pelo líder Al-Hilal.
O negócio em si seria polêmico em qualquer lugar, como transferências internas entre clubes grandes costumam ser. Ainda mais com o campeonato em andamento. Imagina, por exemplo, Mohamed Salah trocando o Liverpool pelo Arsenal no meio da atual edição da Premier League.





