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E se fosse o Catar?

A Copa 2022 tinha muitos problemas, mas a de 2026 está apresentando ainda mais — com muito menos protestos

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Felipe Lobo e Bruno Bonsanti
mar 03, 2026
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Newsletter Meiocampo #121 — 3 de março de 2026

A Copa do Mundo de 2022 foi cercada de problemas antes do torneio, com protestos e ameaças de boicote por anos — e com motivos. Mas em 2026, vivemos uma situação ainda mais delicada com os Estados Unidos como sede de 2026, com tanto ou mais problemas, mas com muito menos protestos e ameaças de boicote e com a Fifa muito mais comprometida depois de abrir mão da sua neutralidade histórica. Passamos também por algumas das notícias mais importantes dos últimos dias, como a grave lesão de Rodrygo, que o deixa fora da Copa do Mundo.

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E se fosse o Catar?

Donald Trump e Gianni Infantino na Casa Branca (reprodução)

Havia muitos problemas com a Copa do Catar.

Acusações de compra de votos (mais tarde confirmadas), condições sub-humanas de trabalho, maltrato aos imigrantes, violações de direitos humanos, calor.

Agora imagina se o Catar tivesse assassinado o líder de um país meses antes de recebê-lo para a Copa do Mundo?

Por motivos práticos, não existe a menor possibilidade de a Copa do Mundo ser retirada dos Estados Unidos a esta altura do campeonato. Pelo peso político e econômico dos americanos, nunca haveria, não importa em qual altura o campeonato estivesse. No entanto, faz tempo, que nós, o mundo do futebol, deveríamos estar tratando os EUA pelo menos com a mesma rigidez.

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