Inglaterra passou no teste
Após chegar à Copa do Mundo sob desconfianças (para variar) e sem grandes testes sob o comando de Tuchel, encaixou uma exibição formidável para derrotar a Croácia
Newsletter Meiocampo #155 — 18 de junho de 2026
A fase de grupos chegou ao fim. A partir desta quinta-feira, seremos obrigados a ver times que já vimos. O que tudo bem. A gente gosta da maioria deles.
As últimas favoritas que precisavam estrear eram Portugal e Inglaterra que entregaram atuações quase diametralmente opostas, com muita discussão sobre as dificuldades de Cristiano Ronaldo. Harry Kane bateu mais um recorde na Copa do Mundo dos recordes e ainda tivemos uma vitória suada de Gana sobre o Panamá e uma um pouquinho mais folgada da Colômbia sobre o Uzbequistão.
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A Inglaterra passou no teste
Por Bruno Bonsanti
A Inglaterra trocou o futebol eficiente e sem sal de Gareth Southgate, capaz de levá-la a três semifinais nas últimas quatro grandes competições, pelo potencial de Thomas Tuchel. A aposta para tentar dar o último passo e voltar a ser campeã. No processo, também trocou a estabilidade que o ex-zagueiro inseriu a um ambiente historicamente conturbado pelo risco de atritos que a personalidade arisca do alemão pode causar. Tuchel não decepcionou, desde a maneira como lidou com Jude Bellingham à convocação para a Copa do Mundo sem nomes como Phil Foden, Cole Palmer, Trent Alexander-Arnold e Harry Maguire.
Existe uma concepção equivocada sobre as seleções, como se elas fossem uma eleição de melhores jogadores do mês ou um veículo de meritocracia. O momento e o talento puro são parte do negócio, indicam quem deve ser testado ou descartam quem ficou para trás, mas o objetivo de um treinador é sempre montar o time mais forte possível, e Tuchel decidiu que, no caso da Inglaterra, isso não significa necessariamente escalar os maiores talentos à disposição.





