O Arsenal está de volta
20 anos depois, o Arsenal volta à final da Champions, mas vai bem além disso. Os Gunners estão de volta ao primeiro patamar da Europa
Newsletter Meiocampo #139 — 8 de maio de 2026
Foram muitos anos de martírio, mas o Arsenal está de volta à primeira prateleira do futebol europeu, como já está na Inglaterra. Mas os títulos são o que consolida isso e é esse o tema que tratamos na edição de hoje. Ainda temos outros destaques, como o que fica para Bayern e Atlético de Madrid após as eliminações na Champions, as definições de finais de Liga Europa e Conference League e o pau quebrando no Real Madrid. Já pegue um café e aproveite!
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O Arsenal está de volta
Por Bruno Bonsanti
Entre os 20 anos que separaram as duas finais europeias do Arsenal, muita coisa aconteceu. Poucas delas foram boas. Precisou tirar uma folga da briga pelos títulos para pagar a construção do Emirates Stadium, com a classificação à Champions League representando vida ou morte do ponto de vista financeiro e, quando finalmente conseguiu respirar, o maior técnico da sua história não era mais o mesmo. Não sei o que poderia ser pior do que aquele momento em que o torcedor teve que equilibrar o amor por Arsène Wenger com a compreensão de que era a hora de se despedir. Quando veio o adeus, passou temporadas à deriva até finalmente encontrar um caminho com Mikel Arteta. E aí, três vice-campeonatos ingleses consecutivos.
Não foram décadas fáceis para o torcedor do Arsenal que lamentou a expulsão de Jens Lehmann e os gols perdidos por Thierry Henry em Paris não apenas pelo resultado, mas porque ele sabia que aquele era um time que chegava ao fim. Era o rescaldo dos Invencíveis. Nomes como Campbell, Henry, Bergkamp, Pires, e Ljungberg estavam prestes a ir embora ou se aposentar. Parte da dor daquela derrota é que havia a consciência de que Wenger teria que reconstruir o time para ter outra chance. Precisariam ter um pouco de paciência. Não sei se sabiam quanta paciência.
Independentemente do que aconteça em Budapeste ou nas rodadas finais da Premier League, o Arsenal está de volta. Não apenas nesta temporada, em que foi reconhecido como um dos melhores times do mundo desde o começo, mas também na anterior. Semifinais da Liga dos Campeões e segundo lugar na Premier League é elite do futebol europeu. Mikel Arteta completou o processo em seis anos e meio. Não demorou muito, nem pouco. Demorou o que demorou. Achar que poderia ser mais rápido com outro técnico parte da premissa de que aconteceria de qualquer jeito. Que tenha acontecido já é impressionante o suficiente.
Não foi uma ilusão que o rendimento do Arsenal caiu desde pelo menos a final da Copa da Liga Inglesa. Também não é que está melhorando. A amostragem é pequena, mas foi um time mais leve contra o Fulham no fim de semana e certamente o mais equilibrado emocionalmente contra o Atlético de Madrid, desesperado nos últimos minutos da terça-feira. O confronto foi equilibrado e, com o perdão do clichê, decidido por quem aproveitou melhor as chances que surgiram. Os espanhóis tiveram as suas nas duas partidas. Ademola Lookman desperdiçou as melhores na Espanha, Giuliano Simeone furou uma delas sem goleiro em Londres. O Arsenal foi mais letal, dono do único gol com bola rolando.
O retorno de Bukayo Saka, não apenas em corpo presente, tem sido essencial. É ele que consegue fazer as coisas acontecerem, inclusive cavar escanteios, quando todo o resto trava. E se Viktor Gyökeres não correspondeu às expectativas de quem achava que o Arsenal havia contratado um centroavante de 35 gols, ele oferece alternativas. Fez a corrida na hora certa para receber o passe na ponta direita e, ao contrário do que vinha acontecendo, a bola não bateu e voltou. Gyökeres deu sequência à jogada. O cruzamento encontrou Leandro Trossard, um coadjuvante tão importante quanto ignorado, antes de Saka conferir no rebote.
O resultado importa. Em parte porque Arteta montou o seu time de uma maneira em que parece que é tudo que importa. Se o Arsenal não conquistar nenhum dos títulos, haverá conversas difíceis, mas um deles está bem encaminhado. O West Ham é o único dos seus três adversários que ainda luta por alguma coisa na Premier League - e, ao mesmo tempo, há um motivo para ainda estar lutando por essa coisa: evitar o rebaixamento. O Burnley já caiu e a visita ao Crystal Palace virá dias antes da final da Conference League. Oliver Glasner seria louco de arriscar seus titulares. A Champions, porém, é uma história completamente diferente.
Contra o Bayern de Munique, o PSG recuperou o bastão de melhor time do mundo, que havia apenas emprestado aos colegas. Mostrou todos os seus recursos: pressão, contra-ataque, qualidade individual e até, quando necessário, solidez defensiva. Os bávaros abriram os trabalhos em Munique com a linha bem adiantada, como se dissessem “nós vamos fazer aquilo de novo, né?”. O PSG imediatamente encaixou um contra-ataque, abriu o placar e falou nope, eu tenho dois gols de vantagem. Você que se vire.
Em nenhum momento foi uma retranca. Manuel Neuer teve que fazer defesas fantásticas para manter o Bayern vivo. Mas o PSG deu um passinho para trás, evitou o mano a mano que permitiu aquele espetáculo e atirou a responsabilidade para o adversário. É curioso que, em volume absoluto, foram partidas parecidas. Houve até mais finalizações em Munique do que em Paris. Os xGs de cada time, excluindo os pênaltis, não foram tão diferentes. Mas se na semana passada parecia que os gols nunca parariam de sair, nessa pareceu que eles nunca sairiam.
O PSG tem a chance de ser o primeiro bicampeão não-Real Madrid desde o Milan de Arrigo Sacchi (1988-90). E assusta o quanto seu time é jovem. Marquinhos é o jogador mais velho de todo o elenco, aos 31 anos. Depois de gastar tanto tempo apostando em estrelas que não dialogavam entre si, finalmente foi criada uma estrutura coletiva que o posiciona a ser hegemônico. Não precisa de nenhuma grande reformulação. O dinheiro, que ainda existe, pode ser usado pontualmente. Marquinhos caiu de rendimento? Gasta tudo em um zagueiro de elite. Hakimi não para de se machucar. Quem é o melhor lateral direito do mundo? Vem.
Os méritos são mais de Luis Enrique do que de qualquer outro. Nunca tive facilidade em entender quais eram exatamente as suas competências. Montou um Barcelona maravilhoso, mas em um ambiente bem específico, no seu clube de coração - e com Messi. Foi muito bem na Espanha, mas o futebol de seleções também é um contexto bastante diferente. Em Paris, ele se confirmou entre os melhores treinadores da sua geração. Não pelos resultados. Porque tirou o melhor futebol de cada um dos seus jogadores. Porque todo mundo sabe o que tem que fazer. Porque todo mundo corre o tempo inteiro e, juntos, se tornam uma unidade melhor do que a soma das peças. O conceito que o PSG demorou tanto para entender.
O Arsenal não é favorito em Budapeste. Tudo bem. Se tivesse que escolher apenas um título, tenho certeza que seria o da Premier League. Estar de volta à final já o coloca na primeira prateleira da Europa. Mas, se por acaso conseguir os dois títulos, termino com o que Thierry Henry disse a Bukayo Saka naquele programa da CBS Sports após o jogo:
“Nós fomos os Invencíveis. Vocês serão os Inesquecíveis”.
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PODCAST MEIOCAMPO #228
Arsenal e PSG estão na final da Champions League. Neste episódio, Felipe Lobo e Bruno Bonsanti analisam os dois jogos de volta das semifinais: como o Arsenal sufocou o Atlético de Madrid no Emirates com um gol de Saka e uma atuação surpreendente de Myles Lewis-Skelly no meio-campo, e como o PSG de Luis Enrique voltou a dominar o Bayern em Munique — com Dembélé marcando em três minutos — para confirmar a defesa do título europeu conquistado na mesma cidade há um ano. A dupla também discute o peso histórico do Arsenal, que chega à sua segunda final de Champions em 20 anos ainda invicto na competição.
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GIRO
Por Felipe Lobo
Myles Lewis-Skelly: o adolescente no coração da semifinal
Lewis-Skelly foi titular em semifinal de Champions pela terceira vez na carreira — as duas anteriores foram contra o próprio PSG na temporada passada — e apenas Iker Casillas e Kanu iniciaram mais semifinais de Champions como adolescentes (quatro cada).
Com 19 anos, ele completou 44 dos 49 passes tentados (terceiro do time), venceu 100% dos duelos aéreos e foi substituído aos 74 minutos.
O jogador é lateral-esquerdo de origem e foi utilizado no meio ao lado de Declan Rice — substituindo Martin Zubimendi — depois de impressionar numa vitória por 3-0 sobre o Fulham no fim de semana. A decisão de Arteta de manter ele no lugar de Havertz e Odegaard, que voltaram da lesão, foi a aposta tática mais interessante da partida.
Declan Rice disse que Arteta “foi duro com ele nos bastidores” ao longo da temporada, mas que o jogador manteve a cabeça baixa e seguiu treinando — e que quando teve sua chance, estava pronto.
Curiosamente, Lewis-Skelly não havia nem nascido quando o Arsenal chegou à última final de Champions, em 17 de maio de 2006. Ele nasceria em 26 de setembro.
Kvaratskhelia e Dembélé: a dupla que desfez o Bayern
Foi Kvaratskhelia quem abriu o jogo do PSG com a assistência para Dembélé, e ele e Doué continuaram testando Neuer no segundo tempo.
Olise praticamente não apareceu — ele que havia sido o coração criativo do Bayern na primeira mão, onde deixou Nuno Mendes no chão repetidamente, desta vez sumiu. O PSG estudou a primeira partida e adaptou a marcação.
Neuer foi um dos destaques do Bayern mesmo na derrota — fez defesas importantes em chutes de Doué e Kvaratskhelia no segundo tempo. Disse depois: “Precisávamos da mentalidade assassina que o PSG teve para marcar os cinco gols (na primeira partida). Estivemos perto, mas não conseguimos dar o próximo passo.”
O que fica para o Bayern
Foram 52 jogos em todas as competições na temporada — sem contar a Copa do Mundo de Clubes —, e só o time da casa parecia cansado na noite de Munique.
Vincent Kompany disse: “Não consigo ficar desapontado por muito tempo. Claramente, no fim perdemos dois jogos muito disputados contra um adversário muito bom”. A temporada ainda inclui disputa pelo título doméstico.
O Bayern não chega à final desde 2023. Com Kompany, houve progresso — mas a exigência do clube é a final, não a semifinal. A gestão do tempo de elenco e as escolhas de janela vão ser questionadas.
Se houver paciência — e parece que há no clube bávaro —, o Bayern tem uma base pronta para seguir como um dos melhores times do mundo, pronto para competir por tudo na próxima temporada também. Mas é bastante possível que tenhamos mudanças no elenco, como, por exemplo, Raphael Guerreiro. Você sabia que ele continua no Bayern? Pois é. Talvez haja outras saídas e algumas chegadas, mas a base do time, claramente, é essa e é muito forte
A pergunta que fica é como ficam Diego Simeone e Atlético de Madrid
O contrato de Diego Simeone com o Atlético de Madrid vai até 2027. É esperado que ele cumpra esse acordo e, com uma boa base, continue na busca por beliscar títulos. Passou perto da Copa do Rei, em que perdeu para a Real Sociedad, e ficou confortavelmente dentro dos quatro primeiros de La Liga para ir à próxima Champions League.
Na Champions, o time mostrou força. Mais no primeiro jogo que no segundo. No Emirates, o time não conseguiu mostrar repertório para criar jogadas contra o Arsenal. As armas do primeiro jogo foram repetidas, mas desta vez não funcionaram. Simeone é um técnico de elite e ele sabe que é preciso arranjar soluções. E nem sempre ele é o mais criativo ofensivamente, é verdade, mas este seu time, este semifinalista da Champions, é um dos times com ataque mais forte de toda a sua longa passagem pelos Colchoneros.
Simeone precisará montar um time sem Antoine Griezmann, que deixará o clube para jogar pelo Orlando City na MLS. Julian Álvarez tem tudo para ser o líder técnico do time. Há outros nomes com potencial, que até entraram no jogo, como Alex Baena e Thiago Almada. Ademola Lookman também pode crescer de rendimento, como já foi bem nestes primeiros meses. Há muito para melhorar. Mas precisará começar tudo de novo.
O Aston Villa de Unai Emery mostrou sua força contra o Nottingham Forest
Ninguém nega que Unai Emery tem uma relação especial com a Liga Europa. Mais uma vez, ele leva um time à final. Curiosamente, depois de levar Sevilla e Villarreal a títulos da competição, ele leva o Aston Villa. Houve quem dissesse que ele está fazendo um desafio de Football Manager de levar todos os times com “Villa” no nome ao título da Liga Europa.
Falando de campo, John McGinn foi bem demais, com dois gols e uma grande atuação. Mas quem mais brilhou nessa partida de volta no Villa Park, em Birmingham (além da excelente música do estádio, com Ozzy Osbourne tocando nas caixas de som) foi Emiliano Buendía. Além do gol de pênalti, ele fez uma assistência e jogou demais.
O Villa passou por cima do Nottingham Forest por 4 a 0. Foi um atropelo. Desde o começo, os Villans foram melhores e tiveram uma atuação de gala. Desde o primeiro gol de Ollie Watkins. E agora, o campeão europeu de 1981/82, algo que foi muito lembrado pela própria torcida do clube no estádio, vai com tudo e como favorito para a final, em Istambul.
Freiburg mostra a sua força para reverter em casa contra o Braga
O Freiburg é um desses ótimos times alemães que não estão entre os maiores faturamentos da Bundesliga, mas faz um excelente trabalho em campo. Fez valer isso jogando em casa: 3 a 1 no Braga. Lukas Kübler (duas vezes) e Johan Manzambi marcaram os gols do time alemão.
O Freiburg nunca conquistou títulos de peso na sua história. Foi campeão da segunda divisão, mas nenhum título de primeira divisão. O título da Liga Europa seria a maior glória já vivida pela equipe. O time de Julian Schuster vai pela glória em Istambul, mesmo que não seja favorito.
Duas capitais? Tem na Conference também: Crystal Palace e Rayo Vallecano vão decidir o título
Londres e Madri. Duas capitais na final, assim como será com Paris e Londres na Champions. O Rayo Vallecano confirmou a classificação com uma vitória por 1 a 0 — gol do brasileiro Alemão (olha a ironia) — depois de vencer o jogo de ida também por 1 a 0. Aliás, também com gol do brasileiro Alemão.
O time de Vallecas nunca conquistou um título de peso. Só ganhou a segunda divisão, em 2017/18, e nem Copa do Rei ganhou. Conquistar a Conference League seria um título enorme para um clube com uma história tão rica de atuação no bairro e com atuação social também.
O time comandado por Iñigo Pérez é consistente e fez duas ótimas partidas contra o bom time do Strasbourg, que é um time B do Chelsea, basicamente — faz parte do mesmo grupo.
O adversário na final, que será em Leipzig, na Alemanha, será o Crystal Palace. Os londrinos, que conquistaram a Copa da Inglaterra e deveria estar na Liga Europa, mas caiu para a Conference por culpa dos entreveros de John Textor no Lyon, avançaram para a final com tranquilidade. Depois de vencer o Shakhtar fora de casa por 3 a 1, venceu novamente, desta vez por 2 a 1, com gol contra de Pedro Henrique e Ismaila Sarr. Eguinaldo marcou pelo Shakhtar — que tem Arda Turan como écnico. Sim, aquele.
Será a despedida de Oliver Glasner do Crystal Palace e ele quer sair com título. Mas o Rayo Vallecano terá, certamente, o apoio da sua pequena e barulhenta torcida na Alemanha. O Crystal Palace também é famoso pela sua torcida sempre muito barulhenta e atuante. Será, certamente, uma festa para se acompanhar com atenção.
A Final da Concachampions será entre times mexicanos pela primeira vez desde 2021
Toluca e Tigres irão decidir a Concacaf Champions Cup, que responde pelo nome muito mais carismático de Concachampions. O Tigres venceu o Nashville por 1 a 0 pela segunda vez. Já tinha vencido nos Estados Unidos e repetiu o placar no estádio Universitário. No jogo de ida, Angel Correa (aquele, ex-Atlético de Madrid) foi quem marcou o gol. Na volta, a honra ficou com Juan Brunetta. O time americano não conseguiu causar grandes problemas aos mexicanos.
No outro jogo, o Toluca superou o Los Angeles FC, mas teve mais dificuldade. Os mexicanos perderam o jogo de ida por 2 a 1, com grande atuação de Heung-min Son, com duas assistências. Só que a partida de volta teve outra história. O Toluca venceu por 4 a 0, com dois gols de Paulinho (português, ex-Braga e Sporting) e um de Helinho, sim, aquele mesmo ex-São Paulo e Red Bull Bragantino. O time americano não viu a cor da bola. E olha que Hugo Lloris, goleirod o LAFC, ainda fez 11 defesas ao longo da partida. O massacre poderia ter sido muito maior.
Os mexicanos terão uma final doméstica, algo comum na história da Concachampions, mas não acontecia desde 2021. Em termos de títulos, aí sim o domínio é evidente: nos últimos 20 anos, só uma vez a taça não foi para o México: em 2022, quando o Seattle Sounders superou o Tigres na final. O Toluca tem duas taças da Concacaf, enquanto o Tigres tem uma.
O couro tá comendo no Real Madrid
Que o ambiente do Real Madrid não era dos melhores, a gente sabe desde que surgiram os primeiros problemas com Xabi Alonso, ainda na primeira metade da temporada. Houve um entrevero entre Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni teriam se desentendido de forma, digamos, um pouco bruta. Isso dias depois de Antonio Rudiger e Álvaro Carreras também se desentenderem com as mãos, por assim dizer.
Isso depois de sabermos que Kylian Mbappé tinha xingado e ofendido um membro da comissão técnica durante um treinamento e causar polêmica por viajar para a Itália com a namorada em uma folga, concedida pelo clube, enquanto o time jogava. Dá para ver que o momento é excelente em Valdebebas, certo?
A conversa é que na quarta os dois se desentenderam e chegaram a sair na porrada. A história vazou. Valverde ficou possesso. Cobrou, já na quinta-feira, Tchouaméni por ter vazado e o francês negou. O uruguaio teria provocado o jogador o tempo todo durante o treino, até que eles tenham se pegado de novo. E, nesse desentendimento, ele teria caído e batido a cabeça. Se falou em traumatismo craniano. Isso não foi confirmado.
O próprio Valverde foi às redes sociais falar sobre o assunto e dizer que houve exageros e tudo mais. Ele disse que não houve agressão, apenas uma discussão, ele teria caído e batido a cabeça que gerou um corte e ele foi para o hospital. Bom, a coisa esquentou.
Pior de tudo: esse clima amistoso acontece antes de um Barcelona x Real Madrid, na Catalunha, em que o rival pode conquistar o título se empatar o jogo. Não é o melhor dos momentos pra isso. E o pau cantando. Imagina em campo, caso o Barcelona leve a taça.
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Bom fim de semana!







