O Capitão América ressurge
Talvez Christian Pulisic nunca cumpra as expectativas altas que foram colocadas sobre ele, mas começou bem o mês que pode definir a sua carreira
Newsletter Meiocampo #150 — 13 de junho de 2026
Depois da estreia com festa do México no Azteca, foi a vez de Canadá e Estados Unidos, os outros dois países-sede, abrirem a Copa. O Canadá até jogou bem, mas não venceu. Já os Estados Unidos viveram uma grande noite em Los Angeles, no jogo mais desequilibrado da Copa até aqui. E com destaque de quem mais se espera. Esta é a segunda edição do nosso diário da Copa, que será enviado sempre nos dias seguintes aos jogos durante o maior evento esportivo da Terra.
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O Capitão América ressurge
Por Bruno Bonsanti
É claro que ajuda bastante quando o time cuja especialidade é se defender se defende tão mal quanto o Paraguai no primeiro tempo, mas os Estados Unidos tiveram a estreia dos sonhos nesta sexta-feira, sob o olhar atento de uma constelação de estrelas de Hollywood. Da maioria, pelo menos. Paris Hilton estava de costas para o gramado. De qualquer maneira, todas foram ofuscadas pelo grande nome da noite. Christian Pulisic, protagonista de uma profecia que em certos momentos parecia impossível de se concretizar, simplesmente arrebentou.
Os Estados Unidos evoluíram como país do futebol durante os 32 anos que demoraram para a Copa do Mundo retornar. Ainda não são um país do futebol, mas o interesse pelo esporte cresceu, a Major League Soccer melhorou, o elenco conta com uma dúzia de jogadores em clubes e/ou ligas importantes da Europa e uma pesquisa que eu acabei de inventar descobriu que a parcela da população que conhece a regra do impedimento subiu para quase 15%.





