O jogo da temporada
Esta edição saiu de uma semana em que a Champions League lembrou por que ainda vale a pena
Newsletter Meiocampo #137 — 1º de maio de 2026
PSG e Bayern decidiram que o melhor jeito de resolver uma semifinal era jogar futebol de verdade — e Bruno Bonsanti escreveu sobre isso logo depois, no calor da partida, antes que qualquer tese de internet contaminasse a leitura. Na sequência, o outro jogo da semana: Atlético de Madrid e Arsenal fizeram um 1 a 1 que deixou os Colchoneros com mais motivos para lamentar do que o placar sugere.
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O jogo da temporada
Por Bruno Bonsanti
Eu me lembro de estar ouvindo um podcast do Guardian. Tenho quase certeza que foi durante a pandemia. O jornalista Jonathan Wilson deu uma estatística mais ou menos assim: a quantidade de partidas da Premier League em que um dos times tem 60% ou mais de posse de bola havia se multiplicado em relação ao começo do século. Nunca consegui encontrar o número exato para confirmá-la, mas ficou comigo.
Seja pelo Guardiolismo, seja pela evolução da preparação física, ou, a principal suspeita, a disparidade econômica cada vez maior, é esse o padrão na maioria dos jogos, não apenas na Inglaterra: um time que domina a posse de bola e sofre para encontrar espaços contra um adversário fechado que especula no contra-ataque. O primeiro gol muda tudo. Os melhores times são os que têm mais recursos para marcá-lo. Depois dele, é quase outro jogo.
Para a maneira como lemos futebol hoje em dia, entrando em sites de estatísticas para ver qual foi o time que teve “domínio territorial”, um eufemismo que eu uso demais, e qual foi o que “procurou as transições”, foi simbólico quando eu fiz isso na última terça-feira e vi que cada lado estava com exatamente 50%. Lá e cá. PSG e Bayern de Munique sempre procurando o gol, deixando seus pontas no mano a mano e, por consequência, os seus defensores no mano a mano. Contra-atacando não por estratégia, mas por oportunidade, ou pela definição primária do termo: porque o adversário havia acabado de atacar. E que ganhe quem o fizer melhor.
Foi o teor do comentário de Vincent Kompany que, suspenso, assistiu ao espetáculo das cabines. Havia duas escolhas: ir com tudo para cima ou se fechar completamente. O meio-termo não funciona quando o nível é tão alto. O que ele não falou, mas deixou implícito, é que qualquer uma das abordagens tem uma dose de risco. Luis Enrique, nem sempre simpático, admitiu que houve momentos em que seu time mereceu perder, momentos em que mereceu ganhar e momentos em que mereceu empatar.
Ainda bem que os dois times decidiram ir com tudo para cima porque, assim que Kvaratskhelia recebeu pela esquerda da grande área, e ficou em dúvida sobre chutar ou cruzar, e acabou cruzando chutado, a partida explodiu e um jogo memorável começou a se desenhar. Provavelmente o melhor da temporada. Esquece. O melhor da temporada.
Parênteses. Eu escrevi esse texto no calor da partida, minutos após o apito final, porque queria registrar a emoção do que eu havia acabado de assistir. Foi antes da enchente de teses e teorias, se foi pelada, se é justo comparar com Boca Juniors x Cruzeiro, se a culpa é dos árbitros brasileiros, dos gramados ou da colonização. Se algum desses elementos estiver faltando, é de propósito. Fecha parênteses.
Foi a noite em que o futebol desacelerou para Luis Díaz. Ele acertou todas as jogadas, sempre ciente de para qual lado deveria ir, quando deveria parar, quando deveria continuar. Foi ele quem pegou a sobra daquela jogada de Kvaratskhelia e arrancou, com movimentos precisos, até soltar a bola na hora certa. Recebeu de volta dentro da área e sofreu o pênalti, que Harry Kane converteu para marcar o primeiro dos nove gols que iluminaram Paris.
O segundo quase saiu imediatamente. Os bávaros recuperaram no campo de ataque e acionaram Kane onde Kane é mais perigoso: com a bola dominada, na entrada da área, opções por todos os lados. Craque da camisa 10, quase tanto quanto é craque da camisa 9, soltou o passe na medida para deixar Michael Olise na cara de Safonov. O chute foi abafado e, ainda assim, Marquinhos teve que salvar em cima da linha.
O próximo lance também surgiu de um erro, e quando uma partida termina em 5 a 4, claro que dá para olhar pelo ângulo da fragilidade defensiva. Mas existe mérito em forçar os erros e saber aproveitá-los - e principalmente, em se colocar em posições nas quais esses erros estão faturados na conta. O PSG escapou após um passe ruim do Bayern e deixou Dembélé cara a cara. A finalização não esteve à altura do melhor jogador do mundo. Ao mesmo tempo, imagino que aconteça uma coisa engraçada quando qualquer um fica cara a cara com Manuel Neuer: se eu não der a finalização perfeita, esse filho da puta vai defender, não vai?
Um dos duelos mais fascinantes foi na ponta esquerda do ataque parisiense. Porque digamos que se eu fizesse uma lista das 15 pessoas que eu mais gostaria de ter marcando Kvaratskhelia, não sei se incluiria Stanisic. Desiré Doué se movimentou para dar o lançamento, Kvara sambou contra o lateral do Bayern e, claro, ganhou. Partida empatada. O mano a mano, repito, foi a história da partida, mas Michael Olise aumentou a dificuldade porque ganhou de dois manos: passou por Nuno Mendes e por Marquinhos antes de quase forçar um gol contra de João Neves que, no lance seguinte, virou para o PSG em cobrança de escanteio.
Ainda estávamos na marca da meia hora.
Serge Gnabry teve uma temporada excelente, e Lennart Karl pintou como um futuro craque, mas em condições normais, o quarteto ofensivo do Bayern de Munique tem Jamal Musiala. É até assustador que o recorde de gols da Bundesliga tenha sido dizimado mesmo sem ele. Machucado seriamente na Copa do Mundo de Clubes, Musiala tem sido pouco a pouco reintegrado ao time titular. Após a vitória sobre o Mainz no fim de semana, afirmou que estava finalmente voltando a se sentir como antes da lesão. Ainda não chegou lá 100%: a hesitação ao receber de Díaz dentro da área, quando preferiu um passe para trás a finalizar, é típica de quem ainda não tem tanto ritmo de jogo em alto nível.
Quando Olise recebeu a bola entre as linhas do PSG para o quarto gol, repare no posicionamento do jogador mais recuado do Bayern. Era Upamecano, cinco passos à frente do círculo central. O campo estava encurtado. Todo mundo aglomerado em 30 ou 40 metros. Mesmo cercado, Olise avançou para empatar com a confiança de quem se colocou no panteão dos melhores do mundo, com o direito e a arrogância de ignorar quem está à sua volta.
O primeiro tempo terminou com um pênalti contestável a favor do PSG. O cruzamento de Dembélé pegou no corpo de Alphonso Davies antes de esbarrar em seu braço. Eu não marcaria. E se por um lado talvez todo jogo clássico precise de uma decisão questionável de arbitragem, por outro, essa quase custou caro demais.
Porque, em vantagem, o PSG sentiu cheiro de sangue. Uma das muitas facetas da equipe de Luis Enrique é ter tanto a capacidade de quebrar o adversário quanto a precisão de atropelá-lo uma vez que o faz. Em outras palavras: nenhum time do mundo é tão perigoso quando coloca os seus atacantes em velocidade quanto o PSG. Então, por mais que eu não ache que o Bayern tenha os melhores defensores da história, ainda não vi quais conseguem impedir que Dembélé finalize ao fim de um contra-ataque como ele fez para abrir 5 a 2.
Parecia um nocaute, mas o universo também achou que o pênalti foi injusto e ressuscitou o Bayern com uma cobrança de falta que passou por todo mundo. Era um atestado do quanto a noite parecia especial que, mesmo com 5 a 3 no placar, havia a sensação de que ainda não havíamos terminado. Harry Kane, com mais um lançamento de camisa 10, acionou Luis Díaz, e eu entendo a preocupação com o melhor zagueiro da seleção brasileira levando um baile daqueles, mas foi assim a noite inteira: todos os atacantes jantaram todos os defensores.
Após uma checagem do impedimento semiautomático, o gol foi felizmente validado porque, naquele momento, a prioridade era manter a chance de termos mais uma partida parecida com essa na semana que vem. Apenas por volta dos 30-35 minutos do segundo tempo, o ritmo baixou um pouco. E ainda assim, vimos uma bola na trave de Mayulu e uma cabeçada de Kimmich cortada em cima da linha por Willian Pacho.
É claro que não foi uma partida perfeita de nenhum dos dois times. Se o PSG for eliminado, lamentará não ter conseguido administrar uma vantagem de três gols. Como contra o Real Madrid na fase anterior, o Bayern ficou confortável demais na trocação e poderia muito bem não ter retornado vivo para a Alemanha. São análises importantes, falhas que podem ter impacto na identidade do finalista, mas não estou nem aí para isso neste momento.
Quero apenas aproveitar um dos jogos mais divertidos que eu vi em muito, muito tempo. Porque o futebol não precisa de mais Bayerns x PSGs só por serem Bayerns x PSGs, como os cartolas parecem ter decidido. Precisa de mais jogos como esse. Eles não têm que ser 5 a 4, ou em mata-mata, ou entre as potências europeias, nem precisam ter tanta qualidade bruta e jogadores famosos. Precisam ser e parecer especiais, intensos, imprevisíveis, plásticos, bem jogados, com a vida em jogo. É isso que tira a cara das pessoas do TikTok.
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PODCAST MEIOCAMPO #226
O JOGAÇO entre PSG e Bayern de Munique nos faz buscar o que levou o jogo a esse patamar incrível, com um número de gols incomuns e, incrivelmente, praticamente sem falhas. O 5 a 4 de Paris deixou marcas e aumentou a expectativa para a volta. Tem ainda Atlético de Madrid x Arsenal, com menos emoção, mas muito disputado. E mais destaques da semana no Meiocampo!
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O Atlético fez o suficiente para vencer e vai para Londres sem vantagem
Por Felipe Lobo
Depois do jogaço que foi PSG 5 x 4 Bayern, era de se esperar que o duelo entre Atlético de Madrid e Arsenal não fosse tão aberto nem com tantos gols. Em um jogo marcado por pênaltis — marcados e não marcados —, Atlético de Madrid e Arsenal ficaram no 1 a 1 no Estádio Metropolitano. Os donos da casa tiveram que correr muito atrás, pressionaram no segundo tempo e ficaram mais perto da vitória, mas por pouco também não perderam o jogo.
Foi um primeiro tempo bastante equilibrado. Um pênalti bobo cometido por Dávid Hancko, que segurou Viktor Gyökeres, deu a vantagem aos Gunners. O próprio sueco cobrou para marcar 1 a 0. Nenhum dos dois times criou muito, e os Gunners saíram mais satisfeitos no intervalo por terem controlado a partida e segurado a força ofensiva dos donos da casa. Mas o segundo tempo seria diferente.
O Atlético voltou muito mais forte, com uma mudança interessante: Diego Simeone tirou Giuliano Simeone, seu filho e um dos pontas, para colocar o zagueiro Robin Le Normand. O defensor Marc Pubill foi deslocado para a lateral, e Marcos Llorente, que tinha começado nessa posição, foi para a linha de frente. O que poderia soar como uma mudança defensiva foi, na verdade, uma forma de fazer o time atacar melhor. Llorente é um jogador de enorme versatilidade e consegue ser tão perigoso no ataque quanto é eficaz como lateral ou volante. Seus avanços causaram problemas sérios ao Arsenal.
Os Colchoneros fizeram muita pressão e, aos 10 minutos do segundo tempo, chegaram ao pênalti. Em um lance ensaiado de Griezmann para Llorente em escanteio, o espanhol chutou, Ben White foi bloquear e a bola bateu no seu braço, que estava aberto. Pela orientação atual, um pênalti claro, confirmado pelo VAR. Julián Álvarez cobrou com perfeição e igualou o placar: 1 a 1.
Depois do empate, o Atlético pressionou muito. Griezmann acertou a trave em finalização perigosa dentro da área. Lookman perdeu duas chances claras que poderiam ter dado a virada ao time de Simeone. O clima no estádio e o jogo dos mandantes indicava que a virada estava próxima. Mas o futebol nem sempre segue rumos lógicos, e Arteta percebeu que precisava mudar o curso da partida.
Aos 58 minutos, Arteta sacou Martin Odegaard e colocou Eberechi Eze. Dez minutos depois, fez outras três alterações: Leandro Trossard, Bukayo Saka e Gabriel Jesus entraram nos lugares de Gabriel Martinelli, Noni Madueke e Viktor Gyökeres. O time melhorou, passou a criar mais e Saka se tornou uma arma importante pela direita.
O lance que mais gerou reclamações pelo lado do Arsenal veio aos 78 minutos. Eze entrou na área e Dávid Hancko tentou o bote. O árbitro imediatamente marcou pênalti. Ao vivo, pareceu mesmo falta. Só que o VAR chamou o árbitro à tela, o que gerou reclamações — no Metropolitano e entre torcedores do Arsenal no mundo todo. Afinal, por que o VAR interferiria num lance interpretativo em que o árbitro estava tão próximo?
A resposta veio nos replays. Depois de uma primeira repetição que parecia confirmar o pênalti, surgiu outro ângulo que colocou em dúvida se Hancko sequer tocou em Eze — uma dúvida que o VAR deveria mesmo compartilhar com o árbitro.
Aqui entramos num ponto raro: a Conmebol divulga áudios do VAR depois da rodada em lances como esses, mas a Uefa não. Não sabemos o que aconteceu nos bastidores, mas se o árbitro marcou o pênalti convicto do toque de Hancko em Eze, o VAR agiu corretamente ao chamá-lo à tela e apresentar a dúvida. Uma dúvida que, por definição, o árbitro precisa revisar. Se o VAR tivesse um ângulo definitivo que provasse a ausência de toque, a revisão seria dispensável — o árbitro seria apenas informado de que o que julgou ter visto não aconteceu.
Há outro aspecto relevante: o argumento de que “houve o toque” é usado constantemente como sinônimo de falta, e não é. Este caso de Eze é precisamente aquele em que os diferentes ângulos deixam séria dúvida sobre se houve contato — e, se houve, foi sutil demais para derrubar o jogador. Hancko não foi inteligente ao tentar o bote ali, deveria ter cercado. Mas falta de inteligência não é o mesmo que falta no regulamento. Pareceu mesmo que Eze forçou a barra.
Dito isso, o Arsenal fez um bom jogo em alguns aspectos, inclusive defensivamente. Não é pouco, porque o time perdeu a consistência defensiva que exibia no começo da temporada ao longo das últimas semanas. Retomar isso importa não só para o jogo de volta, quando será atacado por um Atlético de Madrid que vive da transição, mas também para a Premier League, onde precisa dessa solidez para não perder pontos nas rodadas finais.
Teremos um jogo de volta com tudo para ser interessante. O Arsenal precisará impor seu ritmo para vencer. O Atlético desta temporada é mais forte no ataque do que na defesa — e com a eliminação de um lado e a chance de fazer história do outro, os dois times vão correr riscos. Tem tudo para ser uma partida divertida. Os torcedores do Arsenal terão um papel importante: se não conseguirem replicar o que os Colchoneros fizeram no Metropolitano, ao menos criar um ambiente favorável para que os Gunners avancem.
GIRO
Por Felipe Lobo
- Nas semifinais da Liga Europa, Nottingham Forest venceu o duelo de ida da Liga Europa. O Forest venceu o Aston Villa por 1 a 0, com um gol de pênalti de Chris Wood, neozelandês que retornou de lesão. Foi uma boa partida dos mandantes, com Elliot Andersen como principal destaque. O meia fez uma partida excelente, sendo o principal criador de jogadas do time comandado por Vitor Pereira. O brasileiro Igor Jesus foi titular no ataque e o zagueiro Morato começou jogando na defesa. O Aston Villa, do especialista em Liga Europa, Unai Emery, fez um bom jogo, mas não conseguiu aproveitar as chances. No fim das contas, o Forest foi melhor e mereceu vencer. O segundo jogo será em Birmingham.
- O Braga contou com gol nos acréscimos para venceu o Freiburg. O time português tem João Moutinho como um dos seus jogadores, aos 39 anos. O primeiro gol do jogo saiu cedo, aos oito minutos, em passe do lateral Victor Gómez para Demir Tiknaz desviar de carrinho e marcar 1 a 0. Em um contra-ataque aos 15 minutos, o Freiburg empatou. Jan-Niklas Best avançou pela direita livre e tocou para o meio para Vincenzo Grifo, também livre, tocar para o gol e empatar o jogo em 1 a 1. Um jogo que começou animado, mas seria mais apertado depois. Os portugueses tiveram outra chance aos 47 minutos, no fim do primeiro tempo, com Rodrigo Salazar de pênalti, mas o goleiro Noah Atubolu defendeu. Foi só nos acréscimos, aos 46 minutos, que o Braga fez o segundo. Depois de finalização de Vítor Carvalho, o goleiro Atubolu espalmou para frente e Mario Dorgeles aproveitou para completar para o gol: 2 a 1. Agora os portugueses jogam pelo empate na Alemanha para irem à final.
- Na Conference League, Rayo Vallecano e especialmente o Crystal Palace deram passos importantes para a final. Na Espanha, no famoso bairro de Vallecas, o Rayo Vallecano venceu o Strasbourg, melhor time da fase de liga, por 1 a 0. O gol foi marcado por Alemão, aos 54 minutos. Mais do que isso: fez uma partida consistente e melhor que os franceses, embora tenha tido dificuldades em criar chances. Mesmo assim, finalizou bastante e fez o goleiro Mike Penders ter que trabalhar bastante. Na volta, os espanhóis precisam apenas do empate para avançar. Na outra partida, o Crystal Palace colocou um pé na final ao vencer, fora de casa, o Shakhtar. Os ucranianos jogaram em Cracóvia, na Polônia, e sofreram uma derrota dura. Ismaila Sarr fez 1 a 0 para os ingleses no primeiro minuto, Ole Ocheretko empatou no começo do segundo tempo, mas Daichi Camada ajudou a decidir: marcou aos 58 e deu assistência para Jorgen Larsen marcar o terceiro aos 84. Os 3 a 1 deixam o Palace muito confortáveis no jogo de volta, podendo até perder por um gol de diferença para avançar à final e tentar o título continental.
- Para a surpresa de ninguém, Gianni Infantino anunciou que concorrerá à reeleição para presidente da Fifa. No cargo desde 2016, Infantino tentará o seu quarto mandato em 2027, com mandato até 2031. Ele terá o apoio de ao menos três das seis confederações continentais. África e Ásia anunciaram apoio na quarta-feira, antes mesmo de Infantino confirmar que seria candidato. Isso sem falar na Conmebol, que anunciou no dia 9 de abril que apoiaria o atual presidente para mais um mandato. Depois de uma eleição apertada para se eleger pela primeira vez, em 2016, ele concorreu sem qualquer oposição em 2019 e 2023. Deve acontecer o mesmo em 2027. Pelas novas regras de governança da Fifa, um presidente só pode ter três mandatos, mas em 2022 o Conselho de Ética da Fifa afirmou que o primeiro de Infantino foi um mandato-tampão, que ele se elegeu para substituir Blatter. Então, se reeleito em 2027, este será, oficialmente ao menos, o terceiro mandato completo de Infantino — e, assim, o seu último, em teoria.
- Infantino não tem oposição entre os 211 países. A receita da Fifa aumentou consideravelmente, assim como os repasses às confederações continentais e federações nacionais. A premiação também aumentou, inclusive desta Copa do Mundo. O aumento de número de vagas na Copa, com 48 seleções pela primeira vez em 2026, também ajuda a fazer com que Infantino seja popular entre a maioria dos membros. A Uefa, curiosamente de onde ele saiu como secretário-geral, é quem mais se opõe a ele, mas não deve ter força para elaborar uma oposição. A eleição para presidente da Fifa é feita com votos das 211 federações, que têm peso igual. Então, agradar o máximo possível de países é uma estratégia que funciona muito bem. A eleição do próximo presidente da Fifa, que será Infantino, a não ser que algo muito fora do comum aconteça, será no dia 18 de março de 2027 em Rabat, no Marrocos, uma das sedes da Copa do Mundo de 2030.
- Na Libertadores, Cruzeiro, Mirassol e Corinthians venceram. O Cruzeiro venceu um jogo travado contra o Boca Juniors por 1 a 0 no Mineirão, com os argentinos reclamando da arbitragem e fazendo muita cera. O Mirassol bateu os bolivianos do Always Ready por 2 a 0 em casa. O Flamengo foi até a argentina e empatou com o Estudiantes por 1 a 1. Mesmo resultado de Cerro Porteño e Palmeiras no Paraguai. Já o Fluminense perdeu do Bolívar por 2 a 0 e se colocou em situação difícil no grupo: com apenas um ponto em três jogos, o time é lanterna do Grupo C. Independiente Rivaldavia, que venceu La Guaira por 4 a 1, lidera com nove pontos. O Corinthians fechou a participação brasileira com um 2 a 0 sobre o Peñarol na Neo Química Arena e está com 100% de aproveitamento, seis gols marcados e nenhum tomado até aqui. Fernando Diniz vem conquistando corações e mentes corinthianas neste início de trabalho.
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Bom fim de semana!







