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O meio-campo que a Seleção procura

Com Bontempo no primeiro tempo e Andrey Santos no segundo, o 4 a 2 sobre a Austrália mostrou que o problema do setor é de função, não de nomes. No ataque, Endrick deu motivos para ganhar mais espaço

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Felipe Lobo e Bruno Bonsanti
set 29, 2026
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Newsletter Meiocampo #203 — 29 de setembro de 2026

Quem diria que o problema do Brasil passava pelo meio-campo? A Copa acabou, e só agora, na primeira data Fifa do novo ciclo, Carlo Ancelotti teve tempo para testar o que tanta gente pedia: um meio-campista de verdade no setor, e não um atacante recuando para compor. O jogo melhorou. Mas como, e por quê? É o que mostramos nesta edição, a partir do segundo amistoso contra a Austrália.

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Seleção esboça em Brisbane o meio-campo que procura desde a Copa

Por Felipe Lobo

Jogadores comemoram gol do Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A melhor notícia da vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, em Brisbane, não foi o placar. Foi a confirmação de que o meio-campo, ponto fraco da Seleção na Copa, não se resolve com um atacante recuando para compor o setor, e sim com meio-campistas de origem cumprindo funções diferentes. Ao longo dos 90 minutos, o Brasil testou duas versões desse meio. Nenhuma foi completa, mas as duas, somadas, apontam o caminho.

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