Tapete vermelho para o Arsenal na Champions
Enquanto gigantes se digladiam ou lidam com a exaustão, os Gunners encaram um quadrante acessível
Newsletter Meiocampo #120 — 27 de fevereiro de 2026
O sorteio desta sexta-feira traçou o mapa das oitavas de final da Champions League, mas o que define o torneio agora não é o peso das camisas, e sim o limite dos corpos. O calendário apresentou a fatura. Entre lesões crônicas e exaustão, os gigantes da Europa entram no mata-mata flertando com uma vulnerabilidade rara. Nesta edição, dissecamos o caminho até a decisão e explicamos por que o favoritismo de potências como PSG, Real Madrid e Manchester City está por um fio. No Giro, passamos a limpo a loucura da fase 16-avos: a conta física que derrubou a Juventus , o alívio do Real Madrid contra o Benfica e a consolidação do Bodo/Glimt como o pesadelo tático e estrutural do continente.
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Sorteio abre caminho para o Arsenal na Champions League
Por Bruno Bonsanti
As bolinhas rolaram nesta sexta-feira e, além dos confrontos das oitavas de final, também conhecemos o caminho de cada um dos classificados até a decisão.
A seguir, fizemos uma análise de cada um dos confrontos, dividindo pelos quadrantes. E quem diria? Temos mais um Manchester City x Real Madrid.
Quadrante 1: Chelsea x PSG, Liverpool x Galatasaray
Esse quadrante parece o mais imprevisível. Qualquer combinação de vencedores não me surpreenderia.
Entendemos a exigência física e emocional à qual o PSG foi submetido para conquistar a Tríplice Coroa e chegar à final da Copa do Mundo de Clubes. O custo tem sido alto: praticamente todos os seus jogadores sofreram algum tipo de lesão. Não sei se Luis Enrique teve duas semanas com o elenco completo até agora.
A temporada foi um exercício de paciência. Sem cobranças, monitorando a recuperação física, à espera de atingirem novamente o nível extraordinário que culminou com uma goleada implacável sobre a Internazionale na final da Champions League. Isso ainda não aconteceu. E se formos pensar bem, talvez nunca aconteça.
Aquele PSG apresentou um dos melhores desempenhos da história do futebol europeu de clubes. É compreensível, até natural, que nunca mais chegue a um pico tão alto. Isso não quer dizer que o trabalho de Luis Enrique de repente ficou ruim, nem que deixará de ser um adversário extremamente perigoso.
O que significa é que, como o confronto contra o Monaco demonstrou, é mais vulnerável, e sem saber qual PSG entrará em campo, é difícil prever um encontro contra um Chelsea igualmente instável.
Os ingleses não são favoritos, mas, em um dia iluminado, podem vencer, como fizeram na final da Copa do Mundo de Clubes. A questão é se será necessária menos ou mais iluminação desta vez, dependendo do que os dois times apresentarem. A temporada do Chelsea tem sido bastante irregular: sequência de vitórias, você se convence que finalmente engrenou e, de repente, um tropeço inesperado.
No outro confronto, até hesito em dar favoritismo ao Liverpool. Seria o natural com base no que foi investido para esta temporada, na qualidade individual dos seus jogadores e no pedigree de atual campeão inglês, mas é um erro achar que eles estão menos suscetíveis a serem pegos no contrapé pelo Galatasaray do que a Juventus.
Se alguma coisa, estão ainda mais.
Arne Slot conseguiu estancar a sangria para pelo menos colecionar resultados bons o suficiente para brigar por vaga no G5 da Premier League. Ainda sem atuações convincentes ou sequer próximas às da campanha campeã. O Liverpool ainda sofre com muitos altos e baixos. O ataque trava, a defesa tende a momentos de desatenção e, como ficou claro nas últimas duas semanas, isso pode ser fatal contra Victor Osimhen e companhia.
Quadrante 2: Manchester City x Real Madrid, Bayern de Munique x Atalanta
Para mim, o Bayern de Munique é o melhor time da temporada europeia. Seria favorito contra qualquer adversário, até contra o Arsenal, o segundo colocado nesse meu ranking arbitrário.
Logo, eu tenho dificuldades de imaginar como a Atalanta conseguiria surpreendê-lo, embora esteja em ascensão - cinco vitórias nos últimos seis jogos - e tenha acabado de dar uma sova no rival mais próximo dos bávaros na Bundesliga.
O outro confronto é mais intrigante. Seria um pouco mais se não fosse a 18ª temporada seguida que temos um Manchester City x Real Madrid, mas, como o propósito da Uefa com o novo formato é justamente multiplicar esse tipo de confronto, parabéns! Missão cumprida.
Não adianta mais esperar que o City engate a sexta marcha e entre em uma sequência de 28 vitórias seguidas. O time desta temporada não parece capaz de fazer isso. Tem muitos méritos e algumas falhas, como todos os que são apenas, entre aspas, muito bons. É o bastante para ser favorito contra o Real Madrid.
Eu nem sei direito como avaliar os merengues. Tem sido um dos seus anos mais turbulentos. Eles acabaram de suar sangue três vezes consecutivas contra o Benfica. Conseguiram segurar a liderança de La Liga por algumas rodadas e a perderam por causa de uma derrota para o Osasuna - que não ganhava do Real Madrid desde 2011. Coletivamente, não é a unidade mais confiável das oitavas de final.
E desde quando isso importa quando o assunto é Real Madrid na Champions League?
Houve várias versões desse Real Madrid na era pós-Cristiano Ronaldo. As mais bem organizadas, as de Carlo Ancelotti, conseguiram ser campeãs se apoiando nas individualidades, mesmo sem um coletivo tão afiado. A atual não parece ser uma delas, mas se Mbappé ou Vinicius Jr. arrancarem três vezes e fizerem três gols, vai saber?
Quadrante 3: Barcelona x Newcastle, Atlético de Madrid x Tottenham
Eu vou começar por aqui: até ver com os meus próprios olhos, eu não vou acreditar que o Tottenham consegue ganhar de qualquer adversário. Sinto muito. É o preço de ter perdido mais da metade (34 em 65) das rodadas da última edição da Premier League e da que está em andamento.
Se eu quisesse montar um caso a seu favor, e eu realmente não quero, diria que o Atlético de Madrid tem sido extremamente irregular nesta temporada, capaz de golear o Betis e perder do Betis na mesma semana. Existe qualidade no elenco dos Spurs para fazer frente aos colchoneros? Existe. Mas como disse, eu só acredito vendo.
O Barcelona é o claro favorito do quadrante, embora um eventual cruzamento com o Atlético de Madrid resgate os fantasmas do confronto recente pela Copa do Rei. Ao mesmo tempo, o encaixe com o Newcastle pode ser extremamente perigoso para o atual campeão espanhol.
Principalmente por dois motivos. O Newcastle é um time mais alto e forte fisicamente, que pode ganhar a maioria dos duelos na marra. E tem vários jogadores que gostam de correr com a bola e contra-atacar em velocidade, o principal calcanhar de Aquiles do esquema de Hansi Flick.
Nós vimos várias vezes o desastre que pode acontecer quando o Barcelona baixa a intensidade e a organização do seu sistema de pressão. O Newcastle tem as armas para castigá-lo.
Quadrante 4: Arsenal x Bayer Leverkusen, Bodo/Glimt x Sporting
Dentro do que se pode esperar de um mata-mata da Champions League, não dava para conceber um caminho muito mais fácil para o Arsenal chegar às semifinais. Claro que há armadilhas, e todo jogo é jogado, futebol, não sei se vocês sabem, é uma caixinha de surpresas, mas o líder da Premier League é favorito contra qualquer um dos três adversários do seu quadrante.
O mais complicado talvez seja o próprio Bayer Leverkusen, em reconstrução após as saídas de Xabi Alonso e jogadores importantes do título alemão. Depois da experiência breve com Erik ten Hag, Kasper Hjulmand conseguiu torná-lo competitivo, ainda que bem longe daquele ápice e vulnerável a dias ruins. De candidato ao título, caiu à briga por vaga na Champions League, o que ainda é um bom patamar. Embora tenha contratado bastante, ainda depende de muitos veteranos, como Álex Grimaldo e Patrik Schick.
O outro confronto será histórico independente do que acontecer. O Sporting não chega às quartas de final da Champions League desde 1983, quando a Champions League nem era chamada de Champions League e, estreando na competição, qualquer coisa que o Bodo/Glimt faz é pela primeira vez.
Do ponto de vista financeiro e estrutural, o Bodo/Glimt é a zebra contra qualquer adversário que enfrentar no mata-mata, mas estou curioso para ver como se portará em um duelo no qual é menos franco atirador do que contra Manchester City, Atlético de Madrid e Internazionale.
Perdeu o fator surpresa e, se não existe nenhuma pressão genuína para continuar avançando, agora virou o time favorito dos fãs de futebol alternativo. Talvez não encontre um adversário que tentará se impor tanto quanto os anteriores. Pode ser um cenário bem diferente e não seria a primeira vez que um time surpreende adversários teoricamente mais fortes e acaba sendo eliminado por um teoricamente menos forte.
Ao Sporting, que conseguiu se manter competitivo mesmo após a saída de Rúben Amorim, chegar às quartas de final da Champions League seria um presente merecido para marcar o seu melhor momento neste século.
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GIRO
Por Felipe Lobo
- Qual é o segredo do Bodo/Glimt? Muita gente tem se perguntado o que torna esse clube tão fascinante, especialmente depois de emplacar uma sequência de vitórias contra Atlético de Madrid, Manchester City e duas vezes contra a Internazionale, para eliminar o time italiano. Basicamente, eles fazem o que uma equipe de uma liga menor, sem tantos recursos, pode fazer para dar certo: aposta em um estilo de jogo e é fiel a ele; tem um olhar apurado para contratações, o que faz o time contratar barato e vender caro; e faz com que todos trabalhem pela equipe, acima de tudo. Não é uma fórmula mágica e nem é facilmente replicável, mas é o que um time da Noruega, do Círculo Polar Ártico, pode fazer.
- Quem viveu fortes emoções foi a Atalanta com o Dortmund. Parecia difícil reverter a situação porque o time alemão está em boa fase. Só que o que vimos em campo foi um time implacável. A Dea chegou a abrir 3 a 0, viu o Dortmund diminuir a diferença para 3 a 1, o que levaria o jogo para a prorrogação. Levaria, porque um pênalti nos acréscimos permitiu a Lazar Samardzic bater com categoria e classificar os italianos. Aliás, os únicos italianos classificados às oitavas de final.
- A Juventus viveu fortes emoções, competiu até o fim, mas não resistiu ao Galatasaray. A derrota por 5 a 2 no primeiro jogo obrigou a Juve a um jogo excepcional para avançar. E isso aconteceu, fez 1 a 0 com Locatelli no fim do primeiro tempo, mas a expulsão de Lloyd Kelly complicou a vida da Velha Senhora. A expulsão, aliás, foi bem discutível. Mesmo assim, o time fez o 3 a 0 que precisava com Federico Gatti e Weston McKennie, o que levou o jogo à prorrogação. Só que aí as chances perdidas pesaram contra. Depois de perder uma chance claríssima com Edon Zhegrova, o castigo veio com o gol de Victor Osimhen. No fim do jogo, Baris Yilmaz fez o gol que selou a classificação. A Juve sentiu demais o jogo, fisicamente, e sucumbiu na prorrogação.
- O futebol italiano morreu? Morreu, mas passa bem. As quedas de dois dos três times nesta fase, depois da eliminação precoce do Napoli, dispararam o gatilho de clichês sobre a crise do futebol italiano. É verdade que há problemas, mas cada uma dessas eliminações parece muito mais circunstancial do que efetivamente um sinal de crise. A Inter de Chivu lidera com folga a Serie A, mas porque os adversários não são exatamente consistentes e enfrentou o Bodo/Glimt no melhor momento da sua história, perdeu Lautaro Martínez no primeiro jogo e fez jogos ruins. Ao mesmo tempo, falamos de um time que chegou em duas finais nas três temporadas anteriores. A Juventus tomou uma goleada do Galatasaray no jogo de ida depois de um derby muito pesado no fim de semana e a Atalanta passou dificuldades porque o Dortmund é um bom adversário. O Napoli, antes, caiu porque Antonio Conte tem sérios problemas com a Champions League. É menos uma crise, desespero e ranger de dentes e mais problemas a serem resolvidos, mas que nada impede um time italiano nas fases decisivas na próxima temporada. E a Atalanta segue (mas enfrenta o Bayern...).
- O PSG também passou, mas foi com mais emoção do que se esperava. Depois de vencer o jogo de ida de virada por 2 a 1, era só não perder em casa que estaria nas oitavas de final. Mais uma vez, saiu perdendo com gol de Maghnes Akliouche, mas virou com Kvicha Kvarastskhelia e Marquinhos. Só que Jordan Teze marcou nos acréscimos e deixou o jogo mais tenso. Mas, no fim, não aconteceu nada. Os parisienses avançam, mais uma vez depois de eliminar um adversário francês na fase 16 avos de final.
- Vinícius Júnior decidiu mais uma vez pelo Real Madrid e o Benfica está eliminado. Kylian Mbappé fez falta, machucado, e foi um sufoco. Thibaut Courtois precisou trabalhar bastante em vários momentos do jogo, especialmente no segundo tempo. Raul Asencio quase marcou contra antes de Rafa Silva marcar o primeiro, Aurelien Tchoumeni empatou. Até que Federico Valverde tomou a bola no meio-campo e colocou para Vini correr livre e marcar 2 a 1. Foi o alívio que o Santiago Bernabéu precisava. Os merengues avançam mais uma vez. Mourinho, antes um especialista em mata-mata da Champions, acumula 10 derrotas seguidas na fase eliminatória da competição.
- O Benfica, aliás, suspendeu cinco torcedores por comportamento racista no jogo de ida. Naquele fatídico dia 17 de fevereiro, alguns torcedores claramente fizeram gestos racistas e cinco deles acabaram suspenso pelo clube. Com isso, eles não conseguem entrar no estádio até que os procedimentos administrativos sejam julgados. Em comunicado, o clube disse que “não tolera qualquer forma de discriminação ou racismo e continuará a agir firmemente quando comportamentos que enfraquecem os valores do clube, esporte ou sociedade estiverem envolvidos”.
- Sabe quando você vai em um lugar tipo as dunas de Natal e o motorista do buggy pergunta se você quer com emoção ou sem emoção? A Fiorentina escolheu com emoção na Conference. A vitória por 3 a 0 sobre o Jagiellonia no jogo de ida fora de casa parecia mais do que suficiente para um dia tranquilo em Florença, mas não foi o que aconteceu. Simplesmente o time italiano tomou 3 a 0 em casa e o jogo foi mesmo pra prorrogação. Uma loucura. Na prorrogação, a loucura continuou: a Viola marcou, tomou um, mas marcou outro e selou a classificação em um placar agregado de 5 a 4.
- O Nottingham Forest até viveu certas emoções, mas eliminou o Fenerbahçe. Os ingleses venceram por 3 a 0 em Istambul e só precisavam não estragar tudo em casa. Bom, o Fenerbahçe tentou: abriu 2 a 0 e o pandemônio estava perto de acontecer. Só que aí Callum Hudson-Odoi garantiu a classificação com um gol que matou o confronto. O time de Vitor Pereira (pois é) continua vivo na Liga Europa.
- O Bahia sofreu uma eliminação doída nas preliminares da Libertadores. O Bahia tinha uma missão mais difícil: perdeu do O’Higgns por 1 a 0. Venceu por 2 a 1 em casa e levou a partida para os pênaltis. Mas aí foi quando as coisas complicaram e logo o seu principal jogador, Everton Ribeiro, foi quem desperdiçou a sua cobrança e o Bahia perdeu a disputa por 4 a 3. E como caiu nesta segunda fase eliminatória, não terá direito nem mesmo a ir para a Sul-Americana.
- O Botafogo fez o que se esperava e despachou o Nacional de Potosí. O jogo de ida já indicava que o time boliviano não era grandes coisas e o alvinegro poderia até ter vencido fora de casa. Atuando no Rio, no Nilton Santos, venceu por 2 a 0, gols de Danilo e Alex Telles, e se garantiu na próxima fase.
- Cristiano Ronaldo comprou 25% do Almería? SIIIIIIIIM! O atacante se tornou sócio da Saudi Media Company que, por acaso, é quem administra o estádio do seu atual clube, o Al Nassr e, claro, é uma empresa saudita. É o primeiro investimento de Cristiano Ronaldo em uma empreitada dessa, dentro do futebol. Será curioso, no mínimo.
- Neymar fez dois gols e a discussão sobre Seleção já voltou. Na última edição falamos sobre a discussão de Neymar na Seleção, mas bastou uma atuação decisiva contra o Vasco, com os dois gols na vitória por 2 a 1 na Vila Belmiro, que a conversa de Seleção voltou com tudo. Só é possível discutir isso se ele continuar a jogar consistentemente bem sem se machucar e isso, vamos lembrar, ainda não aconteceu desde que ele voltou ao Brasil, um ano atrás. Com uma sequência de jogos mostrando que está fisicamente recuperado, mesmo que nem todos sendo decisivo, a conversa pode ser outra. Por enquanto, convocar o camisa 10 do Santos segue mais como um ato de fé do que qualquer coisa.
PODCAST MEIOCAMPO #209
A rodada europeia expôs o contraste violento entre modelos estagnados e projetos em ascensão. No Meiocampo #209, dissecamos a inteligência tática do Bodo/Glimt para desafiar a lógica financeira do continente. Além de destrinchar o colapso estrutural do Borussia Dortmund diante da Atalanta, o episódio debate o sufoco desnecessário do Real Madrid contra o Benfica e o volume de jogo estéril que custou a eliminação da Inter de Milão.
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A Newsletter Meiocampo conta com duas edições fixas semanais: às terças, exclusiva para assinantes, e às sextas, gratuita para o público em geral. Ocasionalmente, nossos assinantes também ganharão textos extras. Na terça-feira, falamos sobre o duelo entre o Neymar hipotético, que é 10 e faixa no Brasil, e o Neymar real, que sofre muito mais para entregar o que se espera dele.
Bom fim de semana!







