A nova aposta do Chelsea + 10 anos de Fifagate
Quem é Liam Rosenior e por que ele assumiu o caos. E mais: a década que mudou o poder no futebol mundial
Newsletter Meiocampo #106 — 9 de janeiro de 2026
Estamos chegando ao fim do nosso período de recesso e uma vez mais decidimos colocar um texto mais quente, que fala sobre a situação do Chelsea — qiue demitiu o seu técnico no dia 1º de janeiro e trouxe o técnico de outro clube do grupo para o cargo. Será que ele sobrevive à porta giratória dos Blues? Além disso, lembramos os 10 anos do Fifagate (completados em maio de 2025, é bom dizer) e trazemos um texto que explica por que os Estados Unidos é que lideraram a iniciativa e um panorama do que aconteceu com os dirigentes presos naquele dia. Então, boa leitura!
Vale lembrar: as edições de terça-feira e eventuais extras são exclusivas para assinantes. Neste período de recesso, as publicações estão abertas a todos. Às sextas-feiras, continua o conteúdo gratuito aberto ao público. Sugestões, críticas, elogios, quer só mandar um abraço: contato@meiocampo.net.
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A Newsletter Meiocampo conta com duas edições fixas semanais: às terças, exclusiva para assinantes, e às sextas, gratuita para o público em geral. Ocasionalmente, nossos assinantes também ganharão textos extras. Na última terça, falamos sobre a queda de Ruben Amorim, que fez um péssimo trabalho à frente do Manchester United, e as trapalhadas da gestão do clube no meio disso tudo. E ainda tem um texto lembrando como foi a transição do histórico Matt Busby até a chegada de Alex Ferguson.
Porta giratória do Chelsea obriga Rosenior a render de imediato
Aos 41, inglês deixa o Strasbourg para substituir Maresca, demitido após conflitos internos e queda de rendimento
Mal começou o ano e Enzo Maresca deixou o comando do Chelsea. O anúncio foi feito com o champanhe do Réveillon ainda gelado, no dia 1º de janeiro. O curioso é que, em 12 de dezembro, Maresca recebia o prêmio de técnico do mês na Premier League. Três semanas depois, foi demitido. Seu substituto já está definido após dois jogos sob comando interino.
É parte de uma tradição histórica do Chelsea que vem desde os tempos de Roman Abramovich e não mudou com o consórcio de Todd Boehly. São seis técnicos em três anos e meio. Quando o bilionário americano assumiu, Thomas Tuchel estava no cargo, mas durou apenas quatro meses sob a nova gestão. Graham Potter foi uma escolha ousada, mas resistiu só sete meses. Bruno Saltor durou apenas um jogo como interino. Frank Lampard assumiu por pouco mais de dois meses antes da chegada de Mauricio Pochettino, que ficou apenas uma temporada. Enzo Maresca, por sua vez, sai com uma temporada e meia, pouco antes de completar 100 jogos.
Maresca conquistou os dois primeiros títulos da gestão Boehly, ambos na temporada passada: a Conference League — que não causou comoção pela disparidade técnica do Chelsea em relação aos rivais — e a Copa do Mundo de Clubes, quando atropelou o PSG na final de forma surpreendente. A taça parecia indicar o caminho certo, mas seis meses depois o treinador caiu.
A saída é uma história de muitas versões. O último jogo de Maresca foi um empate por 2 a 2 com o Bournemouth em Stamford Bridge. O técnico sequer deu entrevista coletiva; trocou-se e deixou o estádio. Fontes disseram ao site The Athletic que o italiano decidiu sair. Outras, que o clube optou pela demissão. As duas coisas podem ser verdade.
Havia divergências internas porque Maresca passou a ignorar as recomendações médicas para controle de minutos de alguns atletas. O técnico se incomodava com as restrições para escalar, enquanto o clube se irritava quando ele não seguia os protocolos. Outro fator foi a baixa minutagem dada a jovens como Andrey Santos (21 anos), Jorrel Hato (19) e Acheampong (19), contrariando a expectativa da diretoria. Estêvão, de apenas 18 anos, era o único escalado com frequência — e, mesmo assim, foi titular em 11 dos 28 jogos possíveis.
Há um outro componente. Segundo o The Athletic, Maresca avisou ao Chelsea duas vezes, em outubro e em meados de dezembro, que conversava com o Manchester City sobre uma eventual candidatura caso a vaga de Pep Guardiola surgisse — especula-se que o catalão pode deixar o clube ao final da atual temporada. Maresca era obrigado a comunicar o fato por contrato. Embora estivesse disposto a continuar em Londres e tenha declarado isso publicamente, a movimentação pesou.
Por fim, os resultados minguaram. O Chelsea venceu apenas um dos últimos sete jogos sob o comando de Maresca na Premier League e dois nos últimos nove, contando todas as competições. O time caiu de candidato ao título para fora do G4. A diretoria decidiu pela mudança por acreditar que ainda é possível recuperar-se e terminar dentro da meta inicial: vaga na Champions League.
Histórico com jovens e a aposta em Rosenior
Quem assume é Liam Rosenior, técnico do Strasbourg, clube que integra o portfólio dos donos do Chelsea. Aos 41 anos, o inglês trabalhou como assistente de Wayne Rooney no Derby County antes de assumir o Hull City, time pelo qual também atuou. Rosenior teve uma carreira sólida como lateral, com passagem pela Premier League, embora sem grande destaque. Antes mesmo de pendurar as chuteiras já planejava ser treinador.
Ainda como jogador do Hull, antes dos 30 anos, envolveu-se com o time sub-21, participando do vestiário e fazendo observações táticas. Já realizava os cursos da federação e obteve a licença máxima (Pro Licence) aos 32 anos, quando jogava pelo Brighton. Foi o trabalho no comando do Hull, especialmente no desenvolvimento de jovens, que despertou o interesse do Strasbourg. Contratado em julho de 2024, viu seu trabalho florescer desde então.
A temporada 2024/25 do Strasbourg foi positiva, com a equipe disputando vaga na Champions League até as últimas rodadas. Tropeços na reta final deixaram o time em sétimo, classificado à Conference League, o que ainda foi uma boa campanha. Na temporada atual, a equipe francesa liderou a tabela da fase de liga da Conference, com cinco vitórias e um empate, e briga por vaga europeia na Ligue 1.
Quem deve se beneficiar da chegada de Rosenior é Andrey Santos. O brasileiro brilhou no Strasbourg sob o comando do técnico, o que é uma ótima notícia em ano de Copa do Mundo, com a disputa por vagas na seleção ainda aberta. Liam Delap é outro com motivos para se animar. Foi sob a batuta de Rosenior, no Hull, que o atacante recuperou a carreira e, apesar de uma lesão no joelho, chamou a atenção do Ipswich Town, que pagou £ 20 milhões para contratá-lo do Manchester City. De lá, ele iria para o Chelsea um ano depois por £ 30 milhões.
Não deve haver rupturas drásticas sob o novo comando. O sistema de Maresca tem similaridades com a forma de jogar do Strasbourg de Rosenior. Mas devemos ver ajustes nos próximos meses, especialmente com maior uso da base e um ataque mais vertical e menos paciente — a lentidão era vista como um problema nos últimos meses de Maresca.
Embora Liam Rosenior tenha mostrado qualidades e o trabalho na França o credencie a voos mais altos, o Chelsea está longe de ser um ambiente paciente. Aos 41 anos, ele precisará mostrar serviço imediatamente. A posição final do clube na tabela será fundamental para a primeira avaliação de seu trabalho. Estar na Champions League é crucial.
A estreia de Rosenior será neste fim de semana, quando o Chelsea visita o Charlton pela FA Cup. Os Blues estão em oitavo lugar na Premier League, com 31 pontos, atrás até do Manchester United — outro clube que trocou de técnico neste começo de ano. O Liverpool, atual quarto colocado, tem 35 pontos.
Ao final da temporada, veremos se Rosenior será capaz de sobreviver à implacável porta giratória de Stamford Bridge.
Fifagate: Por que os EUA foram a polícia do mundo contra a Fifa
Dez anos depois, relembramos a anatomia jurídica que permitiu ao FBI entrar no Hotel Baur au Lac e derrubar a velha guarda do futebol mundial
Este texto foi originalmente publicado em 27 de maio de 2015 e foi editado e ampliado para refletir o contexto histórico do escândalo que mudou a Fifa e nos levou onde estamos hoje.
A operação surpresa comandada pelo FBI no hotel Baur au Lac, em Zurique, na manhã de 27 de maio de 2015, não foi apenas uma ação policial. Foi o início do desmoronamento de uma era na Fifa. Sete dirigentes foram presos numa ação coordenada com o Departamento de Justiça da Suíça: Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), Eduardo Li (Costa Rica), Julio Rocha (Nicarágua), Costas Takkas (Reino Unido/Ilhas Cayman), Eugenio Figueredo (Uruguai), Rafael Esquivel (Venezuela) e o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.
Mas a lista de alvos daquele dia era maior. Ao todo, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou 14 pessoas naquela manhã. Além dos sete detidos na Suíça, a acusação mirava nomes pesados que não estavam no hotel, como o paraguaio Nicolás Leoz (ex-presidente da Conmebol) e Jack Warner (ex-vice-presidente da Fifa), além de cinco executivos de marketing esportivo — incluindo Alejandro Burzaco e os donos da Full Play, figuras centrais no esquema de propinas das Américas.
Enquanto Marin era detido de pijama no hotel de luxo, outros cartolas brasileiros escaparam das algemas, mas perderam a liberdade de ir e vir. Marco Polo Del Nero, então presidente da CBF, fugiu da Suíça naquela mesma noite e, indiciado meses depois, nunca mais deixou o Brasil sob risco de ser preso pela Interpol — destino compartilhado por seu antecessor, Ricardo Teixeira.
Mas a pergunta que ecoou naquele dia e que define a geopolítica do futebol moderno foi: por que os Estados Unidos?
A Fifa enfrentou acusações de corrupção por décadas, mas sempre se protegeu na Suíça. O jogo virou quando a investigação entrou na jurisdição americana. Entenda o mecanismo que permitiu a queda dos cartolas.
O fator Concacaf e o erro do Catar
Tudo começou com a escolha do Catar para sediar a Copa de 2022. A derrota da candidatura dos Estados Unidos em 2010 não foi apenas uma perda esportiva; foi o gatilho político — e cercada de controvérsia, com graves suspeitas de compra de votos de membros do então comitê executivo da Fifa, em dezembro de 2010.
Bill Clinton, presidente de honra da candidatura americana, ficou furioso. Relatos da época, confirmados pelo Telegraph, indicam que ao chegar ao seu hotel após o anúncio, Clinton teria atirado um objeto contra um espelho, estilhaçando-o. A sensação de humilhação americana diante de uma escolha nebulosa motivou uma devassa que a Fifa não esperava.
Se a Fifa achava que lidava apenas com cartolas rivais, enganou-se. Ela havia despertado a atenção do Departamento de Justiça (DOJ) e do FBI.
Joseph Blatter, então presidente da Fifa, sempre soube disso. Ele foi um defensor que a Copa fosse nos Estados Unidos — por considerar que os americanos poderiam explorar melhor comercialmente. Ele se disse voto vencido, tempos depois, e acusou Michel Platini de fazer lobby pela candidatura do Catar, depois de um encontro com o Emir do Catar e o então presidente da França, Nicolas Sarkozy. Na época, os catarianos negociavam para comprar o PSG, clube do qual Sarkozy é torcedor.
A armadilha jurídica: “Follow the Money”
A explicação para a competência legal dos EUA no caso reside no modus operandi do sistema financeiro global. A lei americana permite processar estrangeiros que vivam no exterior se houver o menor vínculo com os Estados Unidos — uma tática frequentemente usada em casos de terrorismo. No caso do Fifagate, o vínculo foi o sistema bancário.
Grande parte das transações de propina e suborno investigadas, envolvendo direitos de TV da Copa América, Libertadores e Copa Ouro, passou por bancos americanos ou utilizou servidores de internet baseados nos EUA. Segundo o Departamento de Justiça, isso bastou para configurar crimes cometidos em solo americano.
Além disso, a corrupção estava enraizada na Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), cuja sede fica em Miami. Jack Warner, ex-presidente da entidade, e Chuck Blazer, ex-secretário-geral, tornaram-se alvos centrais.
O informante na Quinta Avenida
A peça-chave para o FBI foi Chuck Blazer. O extravagante dirigente americano, que mantinha um apartamento na Trump Tower apenas para seus gatos, foi encurralado pelo FBI por evasão fiscal anos antes da operação em Zurique.
Para evitar a prisão, Blazer virou informante. Ele gravou conversas com dirigentes durante as Olimpíadas de Londres, em 2012, entregando de bandeja o funcionamento interno do suborno na entidade. Sua delação permitiu que as autoridades americanas e suíças mapeassem o esquema que culminou nas prisões de 2015.
A queda do castelo de cartas e o fim de Marin
A operação focou em crimes de extorsão, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, utilizando a lei RICO (Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act), desenhada originalmente para combater a máfia.
Empresários como José Hawilla, dono da Traffic, declararam-se culpados e devolveram milhões em ativos. A colaboração premiada, tão comum na Operação Lava-Jato no Brasil, foi a ferramenta que expôs as entranhas da Conmebol e da Concacaf.
Para José Maria Marin, o desfecho foi a prisão. Extraditado para os Estados Unidos, ele foi julgado e condenado a quatro anos de cadeia. O ex-presidente da CBF cumpriu parte da pena em presídios federais americanos até 2020, quando obteve a liberdade compassiva devido à pandemia de Covid-19 e à sua idade avançada. De volta ao Brasil, viveu seus últimos anos em prisão domiciliar em seu apartamento de luxo em São Paulo, onde morreu em julho de 2025, aos 95 anos.
O Julgamento do Século e a delação sul-americana
A operação de maio de 2015 foi apenas o primeiro dominó. Nos meses seguintes, o FBI apertou o cerco, resultando em acordos de delação premiada que implodiram o resto da Conmebol e levaram a novos indiciamentos (incluindo uma segunda batida em Zurique em dezembro de 2015).
Vale destacar outros nomes cruciais que completam o quadro:
Juan Ángel Napout (Paraguai): Sucessor de Leoz na Conmebol, foi preso na “segunda onda” (dezembro/2015) no mesmo hotel Baur au Lac. Foi o único grande cartola a ir a julgamento no tribunal de Nova York ao lado de Marin. Condenado a 9 anos de prisão.
Manuel Burga (Peru): Ex-presidente da Federação Peruana, também sentou no banco dos réus com Marin e Napout, mas protagonizou um fato raro: foi absolvido pelo júri americano por falta de provas concretas de recebimento de dinheiro, embora tenha sido banido do futebol pela Fifa posteriormente.
Sergio Jadue (Chile) e Luis Bedoya (Colômbia): Presidentes de suas federações, ambos voaram para os EUA antes de serem presos, entregaram-se e tornaram-se delatores (colaboradores). Seus depoimentos foram vitais para condenar os demais caciques do continente.
Os “Co-Conspiradores” e a sombra de Grondona
Um detalhe fascinante da acusação original foi o uso de códigos para proteger identidades. O Departamento de Justiça citava diversos “Co-Conspiradores”, cujas descrições batiam com a cúpula do futebol mundial e foram decodificados pela imprensa:
Co-Conspirator #11 (Ricardo Teixeira): Alto oficial da Fifa e da CBF ligado à Copa do Brasil e Nike. Embora indiciado depois, nunca foi preso.
Co-Conspirator #12 (Marco Polo Del Nero): Membro da Conmebol e sucessor na CBF. Assim como Teixeira, vive em “exílio dourado” no Brasil.
Kleber Leite (Klefer): Outro nome central na trama brasileira. Sua empresa foi alvo de buscas e acusada de participar do esquema de propinas da Copa do Brasil junto com a Traffic de Hawilla.
Além dos vivos, a investigação expôs o “Poderoso Chefão” que já havia partido: Julio Grondona. O eterno presidente da AFA, morto em 2014, foi apontado pelos delatores (especialmente Alejandro Burzaco) como o “Papa” do esquema na América do Sul. Segundo Burzaco, Grondona recebia malas de dinheiro e autorizava quem vivia e quem morria no jogo político da Conmebol.
E Blatter? O Rei que caiu sem algemas
Joseph Blatter não estava na lista de presos daquele amanhecer em Zurique, mas foi o alvo final da onda de choque. Reeleito presidente da Fifa apenas dois dias após as prisões (num congresso tenso onde desafiou os críticos), ele renunciou de forma chocante em 2 de junho de 2015, apenas quatro dias após a vitória.
O cerco havia se fechado. Embora não indiciado inicialmente pelos EUA, a revelação de que seu braço direito, Jérôme Valcke (identificado como um dos co-conspiradores), autorizou o pagamento de US$ 10 milhões em propina a Jack Warner tornou sua posição insustentável.
Diferente de Marin e Napout, Blatter não foi processado criminalmente nos Estados Unidos. Sua queda veio pela “frente suíça”: a Procuradoria-Geral da Suíça abriu um processo criminal contra ele em setembro de 2015.
Michel Platini: O herdeiro derrubado (e inocentado)
O escândalo teve um efeito colateral fulminante que mudou a linha sucessória do futebol: a queda de Michel Platini. O ex-camisa 10 da França e então presidente da Uefa era o favorito absoluto para suceder Blatter. No entanto, foi tragado pela investigação suíça devido a um pagamento de 2 milhões de francos suíços recebido da Fifa em 2011, referente a consultorias supostamente prestadas a Blatter entre 1998 e 2002.
Considerado “desleal” pelo Comitê de Ética da Fifa, o pagamento resultou no banimento de Platini do futebol por oito anos (depois reduzidos), tirando-o da eleição de 2016 e abrindo caminho para que seu secretário-geral na Uefa, Gianni Infantino, assumisse o poder.
A reviravolta judicial veio tarde demais. Em julho de 2022, um tribunal federal suíço absolveu tanto Blatter quanto Platini das acusações criminais de fraude, aceitando a tese de que o pagamento foi um “acordo de cavalheiros” (verbal) válido pela lei suíça. Platini deixou o tribunal livre, mas politicamente morto para a Fifa, sustentando até hoje que foi vítima de uma conspiração interna para impedi-lo de ser presidente.
Para complementar a leitura sobre o desfecho jurídico dos envolvidos, confira este registro da condenação: José Maria Marin sentenciado nos EUA.
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