O futebol que não para de crescer vai destruindo o que tem de melhor
Yamal, Estêvão, Militão, Rodrygo, Ekitiké, Gnabry: em um calendário que só aumenta, a conta sempre ia chegar. E chegou.
Newsletter Meiocampo #135 — 24 de abril de 2026
Nas últimas semanas, o futebol europeu produziu uma lista crescente de nomes que estarão ausentes da Copa do Mundo — ou que chegarão a ela correndo contra o próprio corpo. Ekitiké, Gnabry, Rodrygo, Militão, Yamal, Estêvão. Lesões musculares, uma após outra, num calendário que não para de se expandir sem abrir mão de nada. Nesta edição, o argumento central é simples e desconfortável: o problema não é nenhuma competição específica, mas a acumulação sem contrapartida — e o futebol já estava no limite antes desta onda. No Giro, a semana foi movimentada: Manchester City assume a liderança da Premier League, Botafogo entra em colapso institucional com o afastamento de Textor, Ranieri deixa a Roma em mais uma crise de bastidores, Leicester chega à terceira divisão inglesa dez anos depois do título, e um aliado de Trump propõe substituir o Irã na Copa do Mundo com a Itália.
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A conta chegou
Por Bruno Bonsanti
Não sou fã de fazer isso, mas há cerca de um ano, escrevi: “A Copa do Mundo de Clubes parece uma ótima competição, grande acerto da Fifa, e ao mesmo tempo, o calendário do futebol não pode ser alongado indiscriminadamente para sempre, sem nenhuma contrapartida, sem abrir mão de outras datas, porque é ruim para o jogo, em campo e fora dele, e uma hora simplesmente quebrará todos os jogadores”.
Todos os jogadores ainda não foram quebrados, mas apenas nas últimas semanas, Hugo Ekitiké se machucou e ficará fora da Copa do Mundo. Serge Gnabry se machucou e ficará fora da Copa do Mundo. Estêvão se machucou e talvez fique fora da Copa do Mundo. Lamine Yamal se machucou e, por pouco, não ficará fora da Copa do Mundo, mesmo caso de Éder Militão e Arda Güler, mas talvez percam as primeiras rodadas ou precisem de um tempo para recuperar a melhor forma física.
Isso sem falar de quem se machucou antes, como Rodrygo, fora da Copa do Mundo. Outros, como Alisson, Ter Stegen, Cristian Romero, Mohammed Kuddus, Mikel Merino e Wataru Endo, correm contra o tempo para não ficarem fora da Copa do Mundo.
Quase todas essas lesões são musculares, o recurso que o corpo possui para dizer chega, e que nem todos eles tenham disputado o novo Mundial é irrelevante. O problema nunca foi com ele em si, mas com sua participação no inchaço desenfreado do calendário. Nem acho importante encontrar um estudo dizendo que houve menos ou mais lesões nesta temporada. A Copa do Mundo de Clubes é apenas a manifestação mais recente dessa tendência. E alguma influência ela teve.
Estêvão estendeu a sua turnê de despedida do Palmeiras até os Estados Unidos. Ficou praticamente um ano e meio jogando sem parar. Disputou 80 jogos nesse período, contando seleção. Cole Palmer, do campeão Chelsea, começou a temporada machucado e não conseguiu dar sequência ao seu desenvolvimento. Reece James é outro que corre contra o tempo para disputar a Copa do Mundo.
O vice-campeão PSG é um ótimo caso de estudo porque, campeão da Tríplice Coroa, fez todos os jogos que um clube poderia fazer e os efeitos foram devastadores. Por acaso, ou por sorte, as suas lesões aconteceram antes e foram relativamente mais espaçadas. Só relativamente porque, no começo de outubro, enfrentou o Barcelona pela Champions League com apenas cinco titulares e oito jogadores no banco de reservas. Ousmane Dembélé, o melhor do mundo, disputou 90 minutos de uma partida da Ligue 1 uma vez. Foi na 28ª rodada.
Lamine Yamal não esteve no Mundial por coincidência. Aposto que o Barcelona disputará a maioria das próximas edições. Mas ele jogou duas vezes a Champions League ampliada, a Supercopa em duas partidas, a Eurocopa, que desde 2016 tem oitavas de final, a Liga das Nações, que agora tem quartas de final - o que não acrescenta datas ao calendário internacional, mas coloca jogos competitivos no lugar do que poderiam ser amistosos ou rodadas desinteressantes de eliminatórias - e está prestes a participar da primeira Copa do Mundo com 16 avos de final.
E fez tudo isso, 176 partidas entre clube e seleção, ainda com 18 anos de idade. Como apontou o colega Leonardo Bertozzi em seu substack (aproveitem e assinem), o impacto do excesso de jogos é especialmente preocupante em adolescentes ainda em formação física, como ele e Estêvão.
Tudo bem gostar da Copa do Mundo de Clubes ou da nova Champions League, e não é ruim trocar amistosos de seleções por partidas competitivas, mas enquanto não descobrirmos um jeito de fazer a Terra girar ao redor do sol em mais de 365 dias, precisa haver contrapartidas para a criação ou ampliação de competições.
E aí entramos em outro problema. A Inglaterra tem um espantalho fácil, a Copa da Liga, mas e os outros países? Reduzir as ligas nacionais por mais confrontos entre os grandes clubes europeus é essencialmente se aproximar da ideia da Superliga que todos odiamos. Dá para eliminar algumas Datas Fifas, talvez, e meio que só isso?
E mesmo assim, o calendário estava no limite antes desta onda. O ideal era reduzi-lo, não aumentá-lo.
A resposta é sempre dinheiro. Não tem jeito: o futebol ficou mais caro e mais jogos representam mais receitas. Os jogadores aceitam ganhar menos? Eu explorei mais profundamente esses argumentos naquele artigo que abriu o texto. Não preciso repetir que eu seria mais aberto a eles se um clube como o Chelsea não tivesse gastado € 1,5 bilhão em reforços para ficar no máximo em sexto lugar na Premier League (se tudo der certo) ainda sem um centroavante e um goleiro de elite. Nem quero. Vamos aceitar a hipótese de que o futebol precisa de mais dinheiro.
Gianni Infantino, recentemente, defendeu os valores abusivos dos ingressos da Copa do Mundo, uma cortesia do sistema de preços dinâmicos dos Estados Unidos, dizendo que a Fifa basicamente só gera receitas com a Copa do Mundo: “Nos 47 meses antes da próxima Copa do Mundo, nós gastamos esse dinheiro”. Perfeito. Então imagina quem pagou 10 mil dólares para ver um jogo da Espanha ou milhões de dólares para transmitir um jogo da Espanha e, de repente, cadê o Lamine Yamal?
Sorte de Infantino, e nossa, que a lesão dele não foi um pouco mais grave.
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PODCAST MEIOCAMPO #224
Estevão com lesão muscular de grau 4, Yamal fora do restante da temporada, Gnabry confirmado fora da Copa — e Militão e Alisson ainda são dúvida. A menos de 50 dias do Mundial, o calendário do futebol moderno está cobrando a conta, e quem paga é o jogador. No episódio de hoje, Felipe Lobo e Bruno Bonsanti discutem as lesões que ameaçam a Copa do Mundo, o rebaixamento do Leicester para a terceira divisão inglesa dez anos depois do título de Premier League e mais.
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GIRO
Por Felipe Lobo
- O Manchester City assumiu a liderança da Premier League. A vitória sobre o Burnley por 1 a 0, gol de Haaland aos cinco minutos, garantiu a vitória e selou o rebaixamento do Burnley. O time perdeu muitas chances e correu algum risco, mas a vitória leva a equipe ao primeiro lugar, com o mesmo número de jogos do Arsenal. A liderança chega em uma sequência de cinco vitórias — incluindo a sobre o próprio Arsenal. O City não joga no fim de semana para disputar a semifinal da Copa da Inglaterra (FA Cup) contra o Southampton e volta à liga apenas no dia 4 de maio, contra o Everton. O Arsenal pode reassumir a liderança se vencer o Newcastle no fim de semana, mas ficará com um jogo a mais.
- A Inter conseguiu uma grande virada contra o Como e vai decidir a Copa da Itália. Depois de sair perdendo por 2 a 0, a Inter virou com dois gols de Çalhanoglu e um de Susic, já no final do jogo. Vai decidir a Copa da Itália contra a Lazio, que eliminou a Atalanta nos pênaltis depois de empate por 1 a 1. O goleiro Motta, de 21 anos, defendeu quatro cobranças seguidas e foi o grande herói do dia. A temporada da Inter, que começou de forma instável, pode terminar com dois títulos sob o comando do novato Cristian Chivu. E a ironia é que a Inter tentou contratar Cesc Fàbregas, técnico do Como, antes de fechar com Chivu. O ex-jogador da equipe tem conseguido sucesso doméstico, ainda que a eliminação para o Bodo/Glimt seja o ponto negativo da temporada.
- Falando em time com problemas, o Chelsea demitiu Liam Rosenior na última quarta-feira (22). Como bem disse Bruno Bonsanti no nosso podcast (link abaixo), foi o encontro do ChatGPT com os Financial Bros. O resultado tem sido isso: um caos de gestão e agora o time será comandado interinamente por Calum McFarlane, que já tinha comandado a equipe também na saída de Enzo Maresca. Resta saber qual é o rumo que o Chelsea irá tomar e qual é o perfil do novo técnico que a diretoria quer. Algo que eu diria com boa dose de certeza que eles não têm a menor ideia.
- Bayern vai decidir a Copa da Alemanha contra o Stuttgart. Os bávaros venceram o Bayer Leverkusen por 2 a 0. Kane abriu o placar aos 22 minutos com assistência de Musiala. Bayern controlou do início ao fim. O Bayern já é campeão da Bundesliga — conquistou o título com antecedência no fim de semana anterior. O time ainda está vivo na disputa pela tríplice coroa — liga, copa e europeu. O Stuttgart venceu o Freiburg por 2 a 1 na prorrogação. Eggestein marcou pelo Freiburg aos 28, Undav empatou para o Stuttgart aos 70 e, na prorrogação, Tiago Tomás marcou aos 199 minutos, quase no fim, para classificar o Stuttgart. A final será no dia 23 de maio, no Olympiastadion, em Berlim. Vale lembrar que o Stuttgart é o atual campeão da Copa da Alemanha, a DFB Pokal.
- Lens e Nice farão a final a Copa da França. Em uma ótima temporada, o Lens goleou o Toulouse por 4 a 1 na última terça e garantiu o seu lugar na decisão da Copa da França. Thauvin, Saint-Maximin, Udol e Thomasson marcaram pelo clube, que tenta o seu primeiro título da competição na história. Será a sua quarta final — perdeu decisões em 1948, 1975 e 1998. A torcida invadiu o gramado para celebrar a classificação. Do outro lado, o adversário será o Nice, que venceu o Strasbourg por 2 a 0. Dois gols de Elye Wahi (ex-Lens). Será a segunda final do Nice em quatro anos.
- Real Madrid vence com gols de Mbappé e Vini Jr e Barcelona também vence, mas perde Yamal. O Real Madrid contou com gols das duas principais estrelas do time para vencer o Alavés por 2 a 1 na terça. Camavinga, expulso contra o Bayern, foi vaiado pela torcida. Militão saiu machucado com lesão muscular e está fora da temporada. Tentará se recuperar para estar apto na Copa. O Barcelona venceu o Celta por 1 a 0, gol de pênalti de Lamine Yamal, que saiu machucado logo depois da cobrança. A lesão muscular também o tira da temporada, mas ele ainda tem esperança de se recuperar a tempo para a Copa do Mundo. O Barcelona tem vantagem de nove pontos (82x73) faltando seis rodadas. Os catalães precisam de sete pontos nos seis jogos para selar o título.
- Sporting fará decisão da Copa de Portugal contra o Torreense, da segunda divisão. Depois de vencer o jogo de ida por 1 a 0, os Leões foram até o norte do país e seguraram o 0 a 0 com o Porto para sair com a classificação para a final. O empate por 0 a 0 garantiu a classificação, depois do gol de pênalti de Luis Suárez na partida de ida. Quem fará a decisão é uma grande zebra: o Toreense, que venceu o Fafe por 2 a 0 (e avançou com 3 a 1 no agregado) graças a gols de David Bruno e Stopira. O Fafe tinha eliminado Moreirense, Arouca e Braga antes da semifinal. O Torreense não disputa uma final desde 1956, quando perdeu para o Porto. O Sporting defende o título conquistado na temporada passada.
- O Botafogo viveu uma semana agitada nos bastidores com o afastamento de John Textor. A medida foi tomada pelo Tribunal Arbitral nesta quinta-feira (23), depois que a SAF, comandada pelo empresário americano, entrou com tutela cautelar antecedente preparatória para recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no dia 21. É uma medida protetiva contra credores e suspensão de execuções por 60 dias, prazo que a SAF teria para entrar com o pedido formal de Recuperação Judicial. E ainda pediu suspensão do direito de voto da Eagle Holdings Bidco, acionista majoritária do clube — que está em administration, primeiro estágio falimentar, no Reino Unido e sob intervenção da Cork Gully. Tudo isso acelerou o processo de arbitragem eu a Eagle tinha pedindo o afastamento de Textor, que foi concedido na quinta. Agora, a questão se torna mais jurídica: as disputas de sócios devem ser resolvidos pela arbitragem escolhida pelas partes, mas a SAF alega que houve descumprimentos da Eagle que a levaram a justiça. Resta saber a quem a Justiça dará razão. Enquanto isso, o torcedor pode esperar tempos difíceis. Mais detalhes no Sport Insider.
- Na disputa entre Claurio Ranieri e Gian Piero Gasperini nos bastidores da Roma, quem diria que Gasperini levaria a melhor. O clube da capital italiana anunciou nesta sexta-feira a saída de Ranieri, que ocupava o cargo de consultor sênior. Aos 74 anos, ele é uma figura histórica do clube, que assumiu como técnico em novembro de 2025 e guiou o time a terminar a um ponto da zona de classificação da Champions League. Ele e Gasperini, porém, começaram a se desentender. O treinador criticou o diretor esportivo, Ricky Massara, sobre as contratações e sobre o departamento médico. Ranieri não gostou. Disse que Gasperini foi o quarto nome procurado para assumir o cargo de técnico e que todas as contratações para a temporada passaram pelo aval do treinador. Nesta sexta, a Roma comunicou a saída de Ranieri e Massara deve ser o próximo. Francesco Totti é cotado para voltar ao clube como diretor esportivo. A Roma está em sexto na tabela, cinco pontos atrás da Juventus (quarta colocada, última posição que dá vaga na Champions.
- A Gazzetta dello Sport conte que Guardiola consideraria ser técnico da seleção italiana. Segundo a publicação, o técnico consideraria uma proposta da federação italiana, caso ela acontecesse. Os candidatos à presidente da FIGC serão conhecidos no dia 13 de maio. No dia 16, acontece a final a Copa da Inglaterra, a FA Cup, que o Manchester City está envolvido. No dia 24, acaba a Premier League. No dia 22 de junho, será eleito o novo presidente. E, para a Gazzetta, Guardiola deveria ser a primeira ligação do novo presidente porque a sua saída do Manchester City é considerada certa, ainda que tenha mais um ano de contrato. Ele pretende reduzir de ritmo e uma seleção providenciaria isso. Com a Inglaterra comprometida com Tuschel até 2028 e o Brasil prestes a renovar com Ancelotti até 2030, a Itália seria uma opção interessante. Guardiola tem grande carinho pelo país, fala o idioma, jogou por Brescia e Roma ao longo da sua carreira como jogador. Leonardo Bonucci, ex-jogador da Juve, defendeu a ideia: “Se há um verdadeiro desejo de recomeçar, eu recomeçaria com Pep Guardiola, porque trazer alguém como ele significaria uma mudança completa comparado a tudo que aconteceu no passado. É difícil, mas sonhar não custa nada”. O salário de € 28 milhões anuais (bruto, líquido de € 14 milhões) no Manchester City seria um grande obstáculo, mas a Gazzetta acredita que o técnico não imporia dificuldades em aceitar um salário menor. O maior salário pago a um técnico da seleção italiana recentemente foi Antonio Conte, de 2014 a 2016, que recebeu € 4,1 milhões anuais. Seria preciso encontrar um meio do caminho, o que, segundo o jornal italiano, não deve ser um problema. Seria, no mínimo, bem curioso.
- Dez anos depois de ser campeão da Premier League, o Leicester foi rebaixado à terceira divisão inglesa. Na terça-feira, os Foxes empataram com o Hull City por 2 a 2 e selaram o rebaixamento — que só não está confirmado porque o West Bromwich ainda pode ser punido por violações financeiras e a punição por fazer com que eles sejam os rebaixados. O Leicester está em 23º e não pode mais alcançar o Blackburn Rovers, 21º, ou Charlton Athletic, em 20º, que tem um jogo a menos. O próprio Leicester tomou uma punição de seis pontos por violações financeiras em fevereiro e, mesmo sem punição, ainda seria rebaixado. O time tem apenas uma vitória em 18 jogos. O clube foi inicialmente rebaixado da Premier League depois do título em 2022/23, mas voltou imediatamente à primeira divisão sob o comando de Enzo Maresca — que iria para o Chelsea em seguida. Só que o clube bateu na Premier League e retornou à Championship ao terminar em 18º, a 17 pontos de se salvar. O Leicester fará companhia ao Sheffield Wednesday, rebaixado ainda em fevereiro.
- Um aliado de Donald Trump propôs substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo. Você provavelmente viu isso por aí, mas vamos com calma. Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos, afirmou ao Financial Times na última quarta (23) que a Itália “tem pedigree” para substituir o Irã no torneio. A ideia, segundo o Financial Times, é consertar a relação entre o governo Trump e a Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, depois que ela se irritou com os ataques do americano ao Papa Leão XIV. O Ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, afirmou que a proposta, primeiramente, não é possível, além disso, não é apropriada. “Classificação é no campo”. É muito improvável que a Fifa aceite algo assim, até porque o Irã muito provavelmente não irá renunciar à vaga. Tudo isso é muito mais fruto de um governo que não entende muito de futebol e a Fifa, mesmo sendo questionável em vários aspectos, dificilmente cometeria essa loucura.
- Rafa Márquez será o técnico da seleção do México depois da Copa do Mundo. Ele substituirá Javier Aguirre, atual treinador, depois da Copa em que o país será uma das sedes. Aos 47 anos, Rafa Márquez exerce hoje a função de assistente técnico da seleção. É especulado que Andrés Guardado, outro nome muito conhecido do futebol mexicano e que fez história pela El Tri, pode se integrar à comissão técnica. O México está no Grupo A da Copa do Mundo com Coreia do Sul, Tchéquia e África do Sul. Márquez disputou cinco Copas do Mundo (2002, 2006, 2010, 2014 e 2018).
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A Newsletter Meiocampo conta com duas edições fixas semanais: às terças, exclusiva para assinantes, e às sextas, gratuita para o público em geral. Ocasionalmente, nossos assinantes também ganharão textos extras. Na terça-feira, falamos sobre a situação do Arsenal, que mais uma vez vê o Manchester City tomar a liderança na segunda metade da temporada — pela quarta vez nos últimos anos, mas desta vez de forma mais dramática.
Bom fim de semana!






