CBF profissionaliza arbitragem e faz o trabalho da Liga
Entenda como a entidade do atraso se tornou a única via de modernização (e o que isso diz sobre a incompetência dos clubes
Newsletter Meiocampo #113 — 30 de janeiro de 2026
A semana exigiu de nós um olhar duplo: enquanto os dirigentes redesenham as estruturas do futebol brasileiro com reformas que pareciam impossíveis há um ano, a bola continuou rolando decisiva nos gramados da Europa e da América do Sul. Nesta edição, nosso prato principal é a análise crítica sobre como a CBF ocupou o vácuo político deixado pelos clubes, mas não perdemos de vista o que acontece nas quatro linhas. Abaixo, além da nossa análise de capa, você encontra o Giro com os vereditos da fase de liga da Champions League, a chegada de Mano Menezes ao comando do Peru e as movimentações de mercado que levam promessas do Chelsea ao Monumental de Núñez. Boa leitura.
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É difícil admitir, mas a CBF está fazendo o trabalho da Liga ao profissionalizar a arbitragem
Por Felipe Lobo
Há um ano, o cenário político do futebol brasileiro era de paralisia. Se alguém previsse uma redução no calendário estadual, a aprovação do Fair Play Financeiro e a profissionalização da arbitragem em tão pouco tempo, seria taxado de lunático. Mas o improvável aconteceu. Na terça-feira (27), a CBF anunciou o Programa de Profissionalização da Arbitragem e um novo Manual de Competições, medidas que mexem na estrutura do jogo.
A execução, porém, ainda carrega os vícios históricos do futebol nacional. O que antes parecia inalcançável virou pauta não apenas por boa vontade, mas por atender aos interesses de um grupo político que se mostrou muito mais disposto a destravar reformas do que as gestões anteriores da entidade.
O apito com crachá (mas sem carteira assinada)
O programa surgiu a partir de um grupo de trabalho com 38 clubes das Séries A e B e prevê um investimento de R$ 195 milhões no biênio 2026/2027. Os recursos serão divididos em quatro pilares: estrutura geral, excelência com saúde, capacitação técnica e tecnologia/inovação.
Nesta primeira fase, que começa em março, 72 oficiais serão contemplados: 20 árbitros centrais (11 FIFA), 40 assistentes (20 FIFA) e 12 árbitros de vídeo (todos FIFA). Eles terão contratos de temporada com salários mensais fixos (podendo chegar a R$ 30 mil), taxas variáveis e bônus por performance, sujeitos a um ranking de rebaixamento e promoção.
A mudança é um marco, mas guarda uma diferença crucial para o padrão ouro mundial. Na Premier League (Inglaterra), gerida pela PGMOL, os árbitros são funcionários em tempo integral. No modelo da CBF, o vínculo continua sendo de prestação de serviços — a entidade pede dedicação prioritária, mas não exige exclusividade formal.
Além disso, cria-se o risco de uma arbitragem de duas castas. O programa resolve a vitrine da Série A, mas ignora a base. A formação continua a cargo das federações estaduais, criando disparidades técnicas enormes, e os árbitros das divisões inferiores (Séries B, C e D) continuam expostos ao amadorismo. Para o sistema funcionar, a CBF precisará, no futuro, unificar a formação e expandir o modelo para a base da pirâmide.
Manual de Competições: avanços e brechas
O novo Manual, substituto do antigo Regulamento Geral de Competições (RGC), trouxe alinhamentos importantes com a FIFA, como a proibição de que clubes de mesmo dono (MCO) disputem a mesma competição e punições para quem abandonar campeonatos de base ou feminino — uma prática vergonhosa que se tornou comum para cortar custos. Também foi vetada a “torcida única por acordo entre clubes”; agora, isso só vale por determinação judicial ou de segurança pública.
O ponto mais polêmico, contudo, é o limite de preço para o ingresso visitante, que não poderá exceder o dobro do valor mais barato do mandante. A regra é bem-intencionada, mas o cartola brasileiro é criativo. Como o preço de face é apenas uma formalidade (já que a maioria entra via sócio-torcedor), o valor cheio pode ser jogado nas alturas para inflacionar o ingresso visitante. A solução mais eficaz seria seguir o exemplo da Premier League, que estabelece um teto nominal fixo (atualmente em £30) para qualquer torcida visitante, independente do preço cobrado aos locais. Sem essa trava em reais, a regra corre o risco de virar letra morta.
O mapa do poder: o grupo que destravou a pauta
Samir Xaud assumiu a presidência em maio de 2025, após a turbulenta saída de Ednaldo Rodrigues. Embora seja um político ainda inexperiente no cargo máximo, sua gestão se destaca por reunir um grupo que se mostra muito mais reformista do que as administrações anteriores de Ednaldo Rodrigues, Rogério Caboclo, Marco Polo Del Nero ou José Maria Marin.
O que vemos agora é o destravamento de pautas que, aparentemente, muitos dirigentes já desejavam há tempos, mas que eram sistematicamente bloqueadas no topo da entidade. Xaud opera com o suporte dessa coalizão que entendeu que a modernização era inevitável.
A tradição é representada por Fernando Sarney, filho do ex-presidente da República, que garante o elo vitalício com a FIFA e a velha política. Já o aval das federações estaduais, fundamental para passar o Fair Play Financeiro, vem de figuras como Ricardo Gluck Paul (PA) e Rubens Angelotti (SC). A presença de Michelle Ramalho (PB) reforça esse apoio e traz a pauta do futebol feminino.
Na articulação técnica e jurídica, aparecem Gustavo Dias Henrique (Relações Institucionais), alguém com bom trânsito político em Brasília, até por ser um natural da cidade, e Flávio Zveiter (ex-STJD), que trabalhou na criação da Libra e um interessado em fazer essa união de clubes acontecer, o que nos leva ao ponto central dessa história.
O precedente de 2003
Há um aspecto histórico que não pode ser ignorado. Até gestões questionáveis podem entregar grandes reformas estruturais. Foi sob o comando de Ricardo Teixeira, em meio a inúmeras denúncias e controvérsias, que o futebol brasileiro implementou os pontos corridos em 2003 — talvez a mudança mais impactante das últimas décadas antes do pacote atual.
Assim como há 20 anos, a modernização vem de cima para baixo, conduzida por uma entidade cheia de vícios, mas que detém a caneta e a capacidade de articulação que falta aos clubes.
Do papel para o campo
Contudo, papel aceita tudo. Todas essas medidas — do novo calendário à profissionalização — são excelentes na teoria, mas sua eficácia depende puramente da execução. Na arbitragem, por exemplo, não basta pagar salário; é preciso gestão para unificar critérios e melhorar a capacitação técnica. Já o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira (o Fair Play Financeiro) só terá validade se fiscalizar de maneira dura e punir quem descumprir as regras, independentemente do tamanho da camisa ou da conta bancária do dono da SAF. Já explicamos detalhadamente os riscos e necessidades desse sistema nesta edição da newsletter.
Essas reformas devem ser vistas como o piso, não o teto. O calendário precisa continuar encolhendo os estaduais, e a profissionalização deve chegar às divisões inferiores. Sem evolução constante, as novidades de hoje viram os problemas obsoletos de amanhã.
O grande plot twist
O desfecho irônico é que a CBF está entregando exatamente o que a Liga prometeu. Com a divisão dos clubes entre Libra e LFU (agora FFU) transformando os blocos em meros balcões de venda de direitos de TV, a pauta estrutural foi abandonada pelos clubes e capturada pela Confederação.
Como bem apontou Irlan Simões em seu blog no GE, estamos vivendo um cenário onde a entidade historicamente responsável pelo atraso se tornou a condutora da modernização. Rodrigo Capelo, no Sport Insider (veículo do qual também faço parte, vale o disclaimer), já reportou que a CBF articula até a criação da Liga unificada.
Parecia que os clubes assumiriam a responsabilidade e esvaziariam o poder da CBF. O que aconteceu foi o contrário: diante da incompetência dos clubes em se unirem, a CBF fez as reformas, ocupou o vácuo e garantiu que continuará sendo a dona da bola.
Giro
Por Bruno Bonsanti
- Os últimos segundos da fase da liga foram um sonho para a Uefa, que ainda precisa convencer as pessoas a gostarem do novo formato. O Benfica estava vencendo o Real Madrid por 3 a 2 no Estádio da Luz. E merecidamente: com uma estratégia clara de atacar com velocidade pelos lados, havia sido melhor a partida inteira. Estaria em uma situação mais confortável se Kylian Mbappé não tivesse convertido duas das poucas chances criadas pelos espanhóis. Aquele resultado eliminava os Encarnados nos gols marcados, dois a menos que o Olympique de Marselha. Quando os acréscimos chegaram, o Real Madrid também precisava marcar porque o Sporting havia passado à frente do Athletic e o derrubara ao nono lugar. Isso ficou consideravelmente mais difícil com as expulsões do (péssimo) Raúl Asencio e do (irresponsável) Rodrygo. O engraçado é que José Mourinho achava que o 3 a 2 era suficiente quando fez suas últimas alterações, que incluíram trocar um ponta por um zagueiro para fechar a casinha. Com dois a mais, o Benfica conseguiu uma falta mais ou menos lateral no último lance da partida. Mourinho mandou o goleirão Trubin para a área e o resto vocês viram por aí nas redes sociais. Sem dúvida um ponto para o novo formato. Ao mesmo tempo, é preocupante que nem os treinadores envolvidos diretamente conseguem entendê-lo.
- Cinco dos oito primeiros colocados são ingleses. Como apontou o jornalista Rory Smith do New York Times, como poderia ser diferente se eles compram os melhores jogadores da maioria dos adversários que enfrentam na Champions League? Uma outra análise que eu achei que faz sentido (não me lembro do autor para dar os créditos) é que os clubes ingleses levam vantagem na fase da liga porque possuem elencos mais profundos para lidar com a maratona de jogos da primeira metade da temporada. O outro lado da moeda é que, quando chegam as fases mais agudas do futebol europeu, seus adversários, principalmente clubes como Bayern de Munique e PSG que às vezes já praticamente garantiram o título, têm mais espaço de manobra para rodar o elenco em seus campeonatos nacionais. Bayern, Barcelona e um surpreendente Sporting completaram os classificados às oitavas de final.
- Parabéns para o Sporting, mas também vale apontar que quatro das suas cinco vitórias foram contra adversários que terminaram do 19º lugar para baixo. Três deles nem se classificaram aos playoffs. Não tiro mérito nenhum dos Leões porque a diferença foi terem conseguido derrotar o Paris Saint-Germain. Mas há outros casos parecidos. O Tottenham (4º) não derrotou ninguém acima da 17ª posição (Borussia Dortmund) e suas outras quatro vitórias foram contra eliminados. O próprio Qarabag, uma das boas histórias desta fase da liga, somou os seus pontos contra o Benfica na primeira rodada, quando os Encarnados estavam prestes a trocar de treinador, Copenhague e um Eintracht Frankfurt que foi apenas o 33º colocado. Também não tiro méritos porque o ponto que o classificou foi arrancado em um empate contra o Chelsea (reserva). No entanto, por mais que a Uefa se esforce para equilibrar os calendários, quando todo mundo não enfrenta todo mundo dentro da mesma chave, sempre haverá espaço para as circunstâncias ditarem caminhos mais fáceis ou mais difíceis.
- Não há nenhum porém em relação ao Bodo/Glimt. As partidas contra Manchester City e Atlético de Madrid foram as primeiras da sua temporada (a Noruega usa o calendário solar) e, mesmo sem jogos oficiais desde 10 de dezembro, ganhou as duas. Com um detalhe: nunca havia vencido uma partida de fase de grupos ou equivalente na Champions League. Foi sua primeira participação nesta etapa, após algumas eliminações nas preliminares. Os outros três pontos que o deixaram em 23º lugar foram somados com empates contra Slavia Praga, Tottenham e Borussia Dortmund. Impecável.
- Não havia outra maneira de piorar o currículo europeu de Antonio Conte do que não conseguir se classificar em um formato que classifica todo mundo. O Napoli sofreu com problemas físicos a temporada inteira, o que não explica dificuldades contra PSV, Eintracht Frankfurt, Benfica e Copenhague. Foi um dos cinco clubes das cinco grandes ligas que não conseguiram ficar nem entre os 24 primeiros. La Liga foi a única que teve dois: o Villarreal, que domesticamente faz uma grande campanha, e o Athletic Bilbao, que não faz. A tabela de ambos foi bem complicadinha. O Submarino Amarelo abriu contra Tottenham, Juventus e Manchester City e ainda enfrentou o Borussia Dortmund. Os bascos tiveram que enfrentar o líder Arsenal, o Newcastle, o PSG e também o Dortmund. O Frankfurt também não teve vida fácil, contra seis adversários de Espanha, Inglaterra e Itália. Mas também perdeu do Qarabag. A campanha do Marselha talvez tenha sido a mais decepcionante porque, com exceção de Real Madrid e Liverpool, todos os seus jogos foram ganháveis.
- O G8 da Liga Europa está bem mais diverso. Apenas Portugal tem dois representantes (Porto e Braga). Os outros são de França (Lyon), Inglaterra (Aston Villa), Dinamarca (Midtjylland), Espanha (Betis), Alemanha (Freiburg) e Itália (Roma). A campanha do Midtjylland foi a mais notável, com seis vitórias e o terceiro lugar. Perdeu apenas para a Roma, derrotou um inglês (Nottingham Forest) e o Celtic, peso pesado europeu que na época estava mergulhado em crise. Ainda assim, excelente. Fora dos 24 classificados, o único time das grandes ligas é o Nice. Não é a única decepção, porém, porque o Feyenoord, de boas campanhas continentais recentemente, Rangers e Red Bull Salzburg também ficaram fora.
- Você não lembrava que Raheem Sterling ainda estava no Chelsea. Seja honesto. Bom, ele não está mais. O seu contrato de £ 325 mil por semana pelos próximos 18 meses foi rescindido esta semana. Entre os muitos problemas que encontrou em Stamford Bridge, o técnico que sancionou a sua contratação (Thomas Tuchel) foi demitido em poucos meses e depois vieram muitos e muitos outros. Ele marcou apenas 19 gols em 81 partidas e sua última aparição pelos Blues foi em maio de 2024, antes de um empréstimo ainda mais apagado ao Arsenal. Sterling não estava treinando com o time principal e não atuou oficialmente nesta temporada. O muito louco é que ainda tem 31. Provavelmente alguém encontrará alguma utilidade para um dos mais prolíficos artilheiros da Premier League. Eu sei, mas ele foi, ué.
- Falando em jogadores relativamente jovens que se perderam um pouquinho na carreira, Timo Werner, 29 anos, chegou à Major League Soccer. O atacante alemão estava no RB Leipzig. Outro caso de tudo bem se você não lembrava. Ele participou de apenas três rodadas da Bundesliga. Foi contratado em definitivo depois de passar a temporada anterior emprestado pelo Tottenham. Ele assinou com o San José Earthquakes até junho de 2028 e se junta a outras estrelas alemãs nos Estados Unidos, como Marco Reus e Thomas Müller. O San José foi 10º colocado da Conferência Oeste na última edição da MLS e ficou fora dos playoffs.
- Saíram as punições para Marrocos e Senegal pelos acontecimentos da final da Copa Africana de Nações. E acho que ficou de bom tamanho. Ninguém foi suspenso por muito tempo. O maior gancho foi aplicado ao técnico senegalês, Pape Thiaw, fora das próximas cinco partidas e multado em US$ 100 mil. As suspensões valem apenas para eventos organizados pela Confederação Africana, ou seja, ele está liberado para a Copa do Mundo, assim como Ndiaye, Ismaïla Sarr e Achraf Hakimi, que pegaram dois jogos. Ismael Saibari pegou três. A Federação Senegalesa foi multada em cerca de US$ 615 mil, metade pela conduta dos seus torcedores, metade pela conduta dos seus jogadores e funcionários. A Federação Marroquina terá que pagar US$ 315 mil.
- Mano Menezes é o novo treinador do Peru. Porque o mundo não está estranho o suficiente. Se bem que é uma tradição: ele será o sétimo brasileiro a comandar a seleção peruana, após Jaime de Almeida, José Gomes Nogueira, Didi, Tim, José Macia e Paulo Autuori. Melhorar o Peru não deve ser uma missão impossível depois da segunda pior campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas, apesar de não haver muito talento disponível. Mano treinou quatro clubes brasileiros nos últimos quatro anos. Nenhuma passagem muito longa. A mais recente foi com o Grêmio, do qual saiu após a nona colocação no Brasileirão.
- O Chelsea contratou Kendry Páez dois anos e meio atrás. Precisou esperar que ele completasse 18 anos, o que não é uma formulação sintática correta porque não tinha planos para ele. Por reflexo, o emprestou ao Estrasburgo, para onde todos são emprestados, mas o meia-atacante não encontrou tempo de jogo na França. Fez 21 partidas, apenas quatro como titular na Ligue 1, um total de 718 minutos. Precisa de mais para se desenvolver e atingir o potencial que exibiu no Independiente del Valle e nas seleções de base do Equador. Na principal, aliás, já fez 21 jogos, mesmo sendo tão jovem. O River Plate surgiu como uma solução, com empréstimo até o fim de 2026.
PODCAST MEIOCAMPO #202
Do milagre em Lisboa à hegemonia da Premier League com cinco clubes no G8, analisamos se a competitividade da nova Champions League está em risco ou se surpresas como o Bodo/Glimt equilibram a balança. No Brasil, debatemos se o pacote de medidas da CBF — arbitragem profissional, impedimento semiautomático e Fair Play Financeiro — aponta para uma evolução institucional real, além de passar pela chegada de Mano Menezes ao Peru e o mercado europeu.
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Ótima newsletter como sempre.
O Brasileirão começou com algumas surpresas e a profissionalização da arbitragem pode ser um bom caminho.
Na UCL, me surpreendeu ver o Tottenham e o Sporting no G8 a frente de Real Madrid, maior campeão da competição e do PSG, atual campeão.